O caminho de Walcyr Carrasco para dar a Tony Ramos drama igual ao de Fagundes

Maurício (João Victor Gonçalves) e Otoniel (Tony Ramos) em ‘Quem Ama Cuida’ (Reprodução/TV Globo)

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A questão da homofobia foi um dos eixos centrais de Amor à Vida, de Walcyr Carrasco. O enredo foi além da representação afetiva e construiu um retrato das consequências da homofobia familiar e social. O preconceito vivido por Félix (Mateus Solano) começa dentro de casa, especialmente na relação com seu pai, César Khoury (Antonio Fagundes), que rejeita o filho por sua orientação sexual. Essa rejeição é apresentada como um fator determinante na formação psicológica do personagem, cuja crueldade e ressentimento são constantemente associados à violência emocional sofrida ao longo da vida. O desfecho, a redenção. É Felix quem fica para cuidar do pai que o rejeitou a vida toda.
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Agora com sua mais recente novela, Quem Ama Cuida, o tema volta a ganhar destaque na relação entre Otoniel (Tony Ramos) e MauMau (João Victor Gonçalves). O sofrido vendedor de flores não suporta que seu neto seja gay, tentando “consertá-lo” de trejeitos, atitudes e comportamentos que julga não serem masculinos. A diferença para agora é que a figura do homofóbico não é a de vilão, mas um pai e avô zeloso com sua família. Walcyr quer, mais uma vez, construir uma linha de arco dramático que culmine com uma redenção final de aceitação. Mas pontuando, na nova trama, que a homofobia está presente até “nas melhores famílias”. Até lá, haja sofrimento em cena.

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