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Uma combinação inédita de imunoterapias, tarlatamabe e durvalumabe, demonstrou uma redução de 58% no risco de morte em pacientes com câncer de pulmão de pequenas células avançado. Apresentados no Congresso Europeu de Oncologia Médica, os resultados do estudo DeLLphi-305 indicam um novo padrão de tratamento.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Uma combinação de dois medicamentos reduziu em 58% o risco de morte de pacientes com câncer de pulmão de pequenas células em estágio avançado, uma das formas mais agressivas da doença.
Apresentados neste domingo, 25, no Congresso da Sociedade Europeia de Oncologia Médica (ESMO), em Madri, os resultados do estudo de fase 3 DeLLphi-305 foram recebidos com aplausos de pé.
A pesquisa avaliou a adição da imunoterapia tarlatamabe ao durvalumabe como tratamento de manutenção, ou seja, após a quimioterapia inicial.
A sobrevida global mediana, indicador que representa o tempo em que metade dos pacientes permanece viva, foi de 21,1 meses entre aqueles que receberam a combinação.
Já no grupo tratado apenas com durvalumabe foi de 12,7 meses.
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A diferença de 8,4 meses correspondeu a uma redução de 58% no risco de morte durante o período analisado, segundo a medida estatística conhecida como hazard ratio (HR), de 0,42.
O ganho de sobrevida observado foi apontado como algo inédito para o câncer de pulmão de pequenas células.
“Sem dúvida, isso deve ser um novo padrão de tratamento para o câncer de pulmão de pequenas células”, afirmou o oncologista Jacob Sands em coletiva de imprensa acompanhada por VEJA, em referência ao uso da combinação na primeira linha de manutenção desse tipo de tumor.
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O câncer de pulmão de pequenas células corresponde a cerca de 10% a 15% dos casos de câncer pulmonar e costuma crescer e se disseminar rapidamente.
Muitos pacientes respondem inicialmente à quimioterapia, mas a doença frequentemente volta a progredir, daí a importância de encontrar tratamentos capazes de prolongar o controle do tumor.
No estudo, os pacientes receberam inicialmente quatro ciclos de quimioterapia à base de platina e etoposídeo, associados ao durvalumabe.
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Depois, foram distribuídos aleatoriamente entre dois grupos: um recebeu tarlatamabe mais durvalumabe, enquanto o outro continuou apenas com durvalumabe.
Além de prolongar a sobrevida, a combinação aumentou o tempo sem progressão da doença. A mediana de sobrevida livre de progressão foi de 7,4 meses no grupo que recebeu os dois medicamentos, contra 1,9 mês no grupo de controle.
Isso significa uma redução de 66% no risco de progressão ou morte. A taxa de resposta objetiva, que mede a proporção de pacientes com redução significativa do tumor, também foi maior: 26,4%, contra 4,1%.
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Na coletiva de imprensa, Sands chamou a atenção para a magnitude da diferença entre os grupos.
Segundo o oncologista, a separação entre as curvas de sobrevida não corresponde ao tipo de ganho discreto observado habitualmente em pesquisas sobre a doença.
Ele também destacou que 38% dos pacientes tratados com a combinação permaneciam sem progressão após um ano, resultado que classificou como “extraordinário”.
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“Estamos fazendo toda essa pesquisa para ganhar alguns meses de sobrevida. O que vemos aqui é que uma parcela substancial dos pacientes parece estar se beneficiando de forma duradoura”, afirmou.
Os dados ainda são preliminares quanto à sobrevida final, já que o acompanhamento mediano foi de aproximadamente 16 meses.
O pesquisador ressaltou que será importante observar as próximas atualizações para entender até onde o benefício poderá chegar com um período maior de seguimento.
Como funciona a combinação
O durvalumabe é uma imunoterapia que bloqueia a proteína PD-L1, mecanismo usado por alguns tumores para escapar da vigilância do sistema imunológico.
Ao bloquear essa via, o medicamento ajuda as defesas do organismo a reconhecer e combater as células cancerígenas.
Já o tarlatamabe é um anticorpo biespecífico que aproxima os linfócitos T, células de defesa capazes de destruir tumores, das células cancerígenas que expressam a proteína DLL3. É justamente essa “aproximação” que favorece o reconhecimento e a destruição das células tumorais.