O remake de Glee foi oficialmente anunciado em 21 de outubro, reacendendo o interesse pela série que se tornou um fenômeno entre 2009 e 2015. Criado por Ryan Murphy, o programa teve seis temporadas e acompanhou os alunos do coral do colégio William McKinley High. Ao longo dos anos, porém, o elenco enfrentou tragédias e controvérsias que deram origem ao que ficou conhecido como a “maldição de Glee”.
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Um dos primeiros episódios trágicos envolveu o ator canadense Cory Monteith, que interpretava Finn Hudson, um dos protagonistas da série. Enquanto conquistava o público com seu personagem, o ator lutava contra o vício em drogas, em meio à pressão de ocupar um papel de destaque e à consequente perda de privacidade. Isso culminou na tragédia de 13 de julho de 2013, quando ele foi encontrado morto por funcionários de um hotel. A causa da morte foi uma intoxicação por uma combinação de heroína e álcool. O ator tinha 31 anos.
Outro caso que marcou a história da produção envolveu Mark Salling, intérprete de Noah “Puck” Puckerman, o astro do futebol americano na série. Ao longo das seis temporadas de Glee, o ator ganhou reconhecimento e chegou a ser indicado ao Teen Choice Award na categoria Estrela Masculina Revelação. Fora das telas, porém, sua trajetória foi marcada por um caso criminal: em 2015, ele foi acusado de possuir pornografia infantil em seu computador e disco rígido.
Salling se declarou culpado em 2017 e aguardava o início do cumprimento da pena quando foi encontrado morto, em janeiro de 2018, em uma área arborizada próxima à sua residência, em Los Angeles. A morte foi considerada suicídio. Ele tinha 35 anos.
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A atriz Naya Rivera, conhecida por interpretar Santana Lopez, também teve um fim trágico. Em julho de 2020, ela morreu afogada durante um passeio de barco no lago Piru, na Califórnia. Segundo as autoridades, Rivera conseguiu salvar o filho, Joey, então com quatro anos, antes de desaparecer na água. Seu corpo foi encontrado dias depois. A atriz tinha 33 anos.
Mesmo entre os integrantes do elenco que não enfrentaram tragédias fatais, a experiência na série teve consequências pessoais. Chris Colfer, que interpretou Kurt Hummel, já falou sobre a pressão de viver um personagem abertamente gay e como isso contribuiu para que se sentisse pressionado a assumir a própria sexualidade antes de estar pronto. O ator também comentou sobre a intensidade das interações com fãs e a exaustiva rotina de gravações.
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Outros integrantes do elenco ganharam as manchetes por controvérsias envolvendo seus comportamentos. Lea Michele, intérprete de Rachel Berry, uma das protagonistas, foi alvo de acusações de comportamento abusivo nos bastidores. Ex-colegas relataram episódios de humilhação de figurantes e fizeram acusações de racismo contra a atriz. Michele reconheceu que agiu de maneira inadequada e pediu desculpas pela dor que teria causado.
Matthew Morrison, por sua vez, que viveu o professor Will Schuester, também se envolveu em uma polêmica após integrar o júri do reality show So You Think You Can Dance. Em 2022, ele deixou o programa depois de ter sido acusado de enviar mensagens consideradas inadequadas a uma participante. O ator afirmou que as mensagens tinham caráter respeitoso, mas reconheceu que não havia seguido os protocolos de comunicação da produção.
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