Miss grávida quebra protocolos ao entrar em concurso e sofre punição

A modelo Lara Marina, 19 anos, perdeu o título de Miss Brasil Supranational 2026 após o Concurso Nacional de Beleza (CNB) concluir que ela descumpriu regras previstas em contrato ao participar da competição internacional grávida. Ela representou o Brasil no Miss Supranational, na Polônia, e terminou a disputa entre as três primeiras colocadas.
A polêmica começou após o retorno ao Brasil. Lara voltou ao país em 3 de agosto e, segundo o CNB, comunicou oficialmente a gravidez à organização em 12 de agosto. Segundo a organização do concurso, o contrato firmado por Lara estabelece, entre as obrigações da Miss Brasil, a condição de não estar grávida durante a vigência do compromisso.

Um dos principais pontos levantados é a data em que Lara teria descoberto a gestação. O CNB afirma ter recebido, junto com o anúncio, um laudo médico indicando que Lara realizou, em 22 de abril, uma ultrassonografia que apontava uma gravidez de aproximadamente sete semanas. Para a organização, isso significa que ela já sabia da gestação antes de viajar para a Polônia e não comunicou o fato.
A entidade afirma que a punição não ocorreu apenas pela gravidez, mas por ter descumprido diferentes cláusulas do contrato, como a gestação durante o concurso e notificação em caso de impedimento. O concurso também destaca a quebra de sigilo e confidencialidade ao afirmar, em entrevistas, que saiu da competição por estar grávida.

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Lara, por sua vez, sustenta que não sabia que estava grávida quando participou do concurso. A Coordenação Estadual do Espírito Santo, que acompanhava a modelo, reforçou essa versão. Em nota enviada à coluna GENTE, explicou que Lara não estava grávida quando participou do concurso nacional e firmou o contrato com o CNB e que a gestação teria ocorrido posteriormente.

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A coordenação reconheceu a existência da cláusula contratual, mas afirmou que só tomou conhecimento da gravidez após o retorno de Lara ao Espírito Santo, em agosto. Mesmo com a perda do título nacional, destacou o resultado obtido pela modelo na competição internacional. “Independentemente da posterior destituição de seu título nacional, temos orgulho de sua representação, coragem e do resultado conquistado. Sua participação e sua colocação na competição internacional são fatos já ocorridos e fazem parte de sua brilhante história”.
O grupo também criticou a exposição da modelo após o episódio, principalmente diante de sua internação durante a gestação. “O que nos deixa extremamente preocupados neste momento é que uma situação envolvendo uma gestante hospitalizada continue sendo conduzida por meio da exposição pública de sua intimidade”, diz o comunicado.

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A coordenação ainda defendeu que a situação contratual seja tratada pelos meios adequados e pediu que a saúde da modelo e do bebê seja colocada como prioridade. “Acima de títulos, contratos e disputas, neste momento a prioridade deve ser a saúde da Lara e do bebê”, concluiu.

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