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São Paulo registra 26 casos de sarampo, com 23 na capital, impulsionados por indivíduos não vacinados ou com esquema incompleto. O surto, que acompanha o maior das Américas em duas décadas, preocupa as autoridades, que reforçam a importância da vacinação gratuita no SUS para conter a alta contagiosidade da doença.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
O número de casos registrados em São Paulo neste ano aumentaram para 26, segundo novo balanço divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde nesta quinta-feira, 27. Os três novos episódios são da capital paulista, que já soma 23 notificações da doença, e ocorreram em pessoas sem histórico de vacinação.
A pasta informou que os infectados pelo vírus são duas crianças com menos de 1 ano, um menino e uma menina, e uma mulher na faixa dos 30 anos. Não foram divulgadas informações sobre o estado de saúde.
De todos os casos registrados — 23 na capital paulista, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos —, 19 são de pessoas que não tinham histórico de vacinação ou estavam com o esquema vacinal incompleto (saiba mais abaixo).
A secretaria explicou que, embora não tenha sido identificada a fonte de infecção, os episódios correspondem a dois casos importados e os outros 24 têm relação com essas ocorrências.
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No estado de São Paulo, segundo dados preliminares, a cobertura vacinal para a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, é de 89,35% para a primeira dose e de 74,64% para a segunda dose. “A meta estabelecida é de 95% para cada uma das doses”, destaca a pasta.
Atualmente, a região das Américas enfrenta o maior surto de sarampo das últimas duas décadas. De acordo com balanço da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) do início do ano até 24 de agosto, foram registrados 51.027 episódios e 55 óbitos, mas o balanço não inclui as duas primeiras mortes que ocorreram nesta semana nos Estados Unidos.
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Riscos do sarampo
Doença altamente contagiosa, o sarampo é causado por vírus e tem como principal manifestação o aparecimento de manchas vermelhas no corpo. Outros sintomas são febre alta, tosse seca, irritação nos olhos, mal-estar intenso e nariz entupido ou escorrendo. Pneumonia, encefalite (inflamação no cérebro) e a morte são os desfechos mais graves da infecção.
A circulação do vírus propicia o aparecimento de surtos entre pessoas não vacinadas, de modo que um indivíduo infectado é capaz de transmitir a doença para até 18 pessoas, de acordo com a Opas.
No Brasil, a vacina contra o sarampo é ofertada gratuitamente no SUS. Atualmente, está sendo aplicada na população de 6 meses a 59 anos nas cidades de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo em uma ação para sufocar a circulação do vírus nessas localidades.
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Veja o esquema vacinal
Crianças de 6 a 11 meses:
Dose zero: indicada em situações de risco aumentado de exposição ao vírus, não substitui as doses do calendário de rotina
Crianças a partir de 12 meses
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Primeira dose (D1) aos 12 meses, com a tríplice viral. Segunda dose (D2) aos 15 meses, com a vacina tetraviral (ou tríplice viral + varicela)
Pessoas de 5 a 29 anos
Devem iniciar ou completar o esquema de duas doses da tríplice viral, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas
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Pessoas de 30 a 59 anos
Devem receber uma dose da tríplice viral caso não haja comprovação de vacinação anterior