A crítica do humorista Paulo Vieira a uma das sabatinas na Globo

O humorista Paulo Vieira, da Globo, criticou, sem citar os nomes dos apresentadores Renata Vasconcellos e Cesar Tralli, a condução da sabatina de Flávio Bolsonaro (PL) no Jornal Nacional, na última sexta-feira 28. Em publicação nas redes sociais, Vieira afirmou que faltaram interrupções e explicações durante a entrevista, especialmente quando o candidato falou sobre o dinheiro que recebeu do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
“Ao entrevistar um mentiroso, se não interromper a mentira e dizer a verdade de imediato, vira desserviço”, escreveu o humorista. Na sequência, afirmou que faltaram “muitas interrupções e explicações” durante a entrevista.

Vieira citou como exemplo a resposta de Flávio Bolsonaro ao ser questionado sobre o dinheiro recebido de Vorcaro. Segundo o humorista, os apresentadores não fizeram uma ponderação imediata quando o candidato justificou o recebimento dos recursos mencionando que, ao contrário de outros políticos, não teria utilizado a Lei Rouanet.
“Por exemplo, ouvir calado o cara justificar ter recebido dinheiro sujo ROUBADO DOS APOSENTADOS com ‘pelo menos não usei lei Rouanet’ sem fazer nenhuma ponderação é f…”, escreveu. Admirador de Lula, Paulo Vieira já interpretou o presidente em um desfile na Sapucaí.

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Flávio Bolsonaro em entrevista à TV Globo (Reprodução/TV Globo)

Flávio e o caso Master
A crítica de Vieira ocorre no contexto das explicações dadas por Flávio Bolsonaro sobre sua relação financeira com Daniel Vorcaro. O empresário, dono do Banco Master, tornou-se alvo de investigações envolvendo suspeitas de irregularidades em sua companhia. Flávio, por sua vez, afirmou durante a sabatina que recebeu dinheiro de Vorcaro, mas contestou as acusações e procurou justificar a origem e a utilização dos recursos.

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A fala sobre a Lei Rouanet foi usada pelo candidato ao comparar as acusações envolvendo o dinheiro recebido de Vorcaro com mecanismos de financiamento cultural. Para Paulo Vieira, a resposta exigiria uma contestação ou contextualização imediata dos entrevistadores.

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