Sarampo: Estados Unidos registram primeiras mortes de 2026

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Os EUA registraram as primeiras mortes por sarampo em 2026, na Pensilvânia, após 35 anos. As vítimas não eram vacinadas. O país enfrenta um surto da doença e uma nova ordem de Donald Trump que reduz vacinas obrigatórias, gerando preocupação entre autoridades de saúde sobre a eficácia da imunização.

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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

Em meio ao maior surto de sarampo das Américas das últimas duas décadas, os Estados Unidos registraram nesta terça-feira, 25, as primeiras mortes pela doença de 2026. A informação foi confirmada pelo Departamento de Saúde da Pensilvânia, que afirmou que os óbitos pelo vírus são os primeiros registrados no estado em 35 anos.
A identidade, sexo e idade das vítimas não foram revelados, mas o departamento disse que as pessoas não eram vacinadas contra a doença.

“Como o sarampo foi praticamente eliminado da Pensilvânia por mais de três décadas, as pessoas não estão familiarizadas com essa doença e não compreendem totalmente a potencial gravidade da enfermidade”, disse, em comunicado, a secretária de Saúde Debra Bogen.

As mortes ocorrem em um momento em que os Estados Unidos enfrentam dois problemas. De um lado, o aumento de casos da infecção viral. Do outro, a ordem recém-assinada pelo presidente Donald Trump que reduz o número de vacinas obrigatórias para crianças no país e que determina que a tríplice viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola) seja aplicada em doses separadas.
Isso significa utilizar uma dose para prevenir cada uma das doenças separadamente, uma medida que demanda alterações em um imunizante comprovadamente eficaz contra a doença e que diminuiria coberturas vacinais.

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Ainda no comunicado, Bogen defendeu a vacinação contra o sarampo. “Como médica, quero garantir que as pessoas entendam que a vacina tríplice viral é segura e oferece a melhor proteção que temos contra o sarampo.”
De acordo com balanço da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) até 24 de agosto, os Estados Unidos somavam 2.777 casos confirmados de sarampo.
Nas Américas, eram 51.027 episódios e 51 óbitos antes das mortes contabilizadas pela Pensilvânia.

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Riscos do sarampo
Doença altamente contagiosa, o sarampo é causado por vírus e tem como principal manifestação o aparecimento de manchas vermelhas no corpo. Outros sintomas são febre alta, tosse seca, irritação nos olhos, mal-estar intenso e nariz entupido ou escorrendo. Pneumonia, encefalite (inflamação no cérebro) e a morte são os desfechos mais graves da infecção.
A circulação do vírus propicia o aparecimento de surtos entre pessoas não vacinadas, de modo que um indivíduo infectado é capaz de transmitir a doença para até 18 pessoas, de acordo com a Opas.
No Brasil, a vacina contra o sarampo é ofertada gratuitamente no SUS. Atualmente, está sendo aplicada na população de 6 meses a 59 anos nas cidades de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo em uma ação para sufocar a circulação do vírus nessas localidades.

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Veja o esquema vacinal
Crianças de 6 a 11 meses:

Dose zero: indicada em situações de risco aumentado de exposição ao vírus, não substitui as doses do calendário de rotina

Crianças a partir de 12 meses

Primeira dose (D1) aos 12 meses, com a tríplice viral. Segunda dose (D2) aos 15 meses, com a vacina tetraviral (ou tríplice viral + varicela)

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Pessoas de 5 a 29 anos

Devem iniciar ou completar o esquema de duas doses da tríplice viral, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas

Pessoas de 30 a 59 anos

Devem receber uma dose da tríplice viral caso não haja comprovação de vacinação anterior

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