As comédias românticas que seriam ‘canceladas’ pela internet se produzidas hoje

Diário de uma Paixão (- PlayArte/Divulgação)

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Os filmes de comédia romântica sempre tiveram vez entre as produções mais assistidas. Há quem diga que o gênero está em declínio e não se fazem mais bons trabalhos “como os de  antigamente”. À luz dos tempos atuais, diversas produções apresentam tramas problemáticas, que se fossem lançadas em 2026, talvez recebessem críticas severas de parte do público doutrinado pela agenda politicamente correta. A coluna GENTE selecionou alguns exemplos:
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10 coisas que eu odeio em você (1999). O romance adolescente mostra a história de Patrick, interpretado por Heath Ledger, que aceita sair com a personagem de Julia Stiles, Katarina, por 300 dólares, uma quantia alta na época. Ao longo do filme, os dois se apaixonam, mas ela descobre por terceiros que foi usada pelo menino. A situação, mesmo que não envolvesse dinheiro, já seria machista, porém se torna mais humilhante com a quantia oferecida.
A Proposta (2009).  No longa protagonizado por Sandra Bullock e Ryan Reynolds, uma canadense chefe de uma editora de livros em Nova York obriga o seu funcionário a se casar com ela para não ser  deportada. A submissão proposta pelo ‘romance’ amplia o debate sobre poder entre funcionários e chefes.
Nunca Fui Beijada (1999). Protagonizado por Drew Barrymore, o espectador acompanha a vida de Josie, uma jornalista de 25 anos que nunca beijou. Por conta de uma reportagem, ela se infiltra em uma escola e passa a viver como uma adolescente de 17 anos. A problemática da história acontece quando ela se envolve com o professor Rob, interpretado por David Arquette. Apesar de ela ser maior de idade, o educador não sabe disso, pensa que ela é uma de suas alunas e mesmo assim se interessa por Josie. Hoje em dia, a atitude do docente não passaria batida.
Passageiros (2016). Em um futuro distópico, parte da população é colocada em coma para ser  enviada para outro planeta por conta das condições da Terra. O personagem de Chris Patt, Jim, no entanto, acorda antes do tempo previsto e fica sozinho. Com a solidão, decide acordar Aurora (Jennifer Lawrence). Ao longo do tempo, os dois se apaixonam e ficam juntos. Quando descobre que despertou de propósito, através de um dos robôs que ajuda os passageiros, decide ficar, mas por pressão do parceiro. 
 Diário de uma Paixão (2004). Um clássico na história dos filmes de romance tem um começo bem tóxico. Após ver Allie (Rachel McAdams), o personagem de Ryan Gosling, Noah, decide perguntar se ela quer ir em um encontro. Se fosse só isso, tudo bem. A questão é que o jovem escala uma roda gigante, atrapalha o momento entre ela e outro homem e chama para sair ali mesmo, bem longe do chão. Quando Allie fala não, Noah se pendura no brinquedo e ameaça se jogar. Ele só para com a “brincadeira” após a personagem dizer sim. Os dois se apaixonam numa história ‘linda’.  
Como Se Fosse a Primeira Vez (2004). Drew Barrymore aparece de novo, agora como Lucy que sofreu um acidente e todos os dias perde a memória. Em meio ao caos da sua vida, encontra Henry, interpretado por Adam Sandler. O personagem se apaixona por Lucy e passa a explicar como se conheceram, o que aconteceu com ela e quem ela é todos os dias. Muito romântico, mas o problema acontece no final do filme, quando a protagonista fica grávida. É um pouco tóxico, e até egoísta, Henry fazer a parceira, em tais condições, ter que lidar com um momento tão complicado. 
O Amor é Cego (2001). Como diz o nome do filme, por estar “cego de amor”, Hal (Jack Black) não aceita que se apaixonou por uma mulher obesa e acredita que ela tem um corpo de modelo, magérrimo. Rosemary, interpretada por Gwyneth Paltrow, é humilhada por boa parte do filme. Seja em comentários de amigos do protagonista ou por situações na rua. O longa tenta fazer piadas com o peso da personagem, quebrando cadeiras, entortando o barco que está ou esvaziando a piscina ao dar um pulo.
As Patricinhas de Beverly Hills (1995). A temática de meio-irmãos, de pai e mãe diferentes, se apaixonarem já é estranha por si só, mas a roteirista Amy Heckerling conseguiu piorar. No filme, Cher (Alicia Silverstone), tem 15 anos e está no colégio, sofrendo por garotos e sendo uma menina mimada. O meio-irmão, Josh, interpretado por Paul Rudd, está na faculdade, tem por volta de 19 anos e ‘não suporta’ a meia-irmã. Entretanto, enquanto escuta os problemas dela sobre meninos, começa a se apaixonar por ela. Nos últimos momentos do filme, os dois ficam juntos e passam a namorar, mesmo com a relação entre os pais e a diferença de idade.  

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