Gracindo Jr. levou a TV Record à Justiça por trabalhar sem almoço

O ator Gracindo Jr. (Globo/Divulgação)

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O ator Gracindo Júnior morreu nesta quarta-feira, 2, aos 83 anos de idade. Dono de uma trajetória de décadas na TV aberta, o artista teve uma carreira de sucesso, embora também tenha passado por incidentes turbulentos. Um deles aconteceu em fevereiro de 2017, quando ele venceu uma ação trabalhista contra a TV Record acusando a empresa de obrigá-lo a trabalhar sem direito a intervalo para almoço ou descanso durante 6 dias da semana.
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Na ocasião, Gracindo era contratado como Pessoa Jurídica, embora cumprisse todas as funções de um funcionário com registro em carteira, com horário rígido, carga de trabalho excessiva e punição em caso de descumprimento. Devido a isso, a 11ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro decidiu que o contrato entre o ator e a Record era nulo, uma vez que continha “evidente fraude à legislação trabalhista”.
O processo ainda teve prosseguimento até 2021, quando Gracindo e a emissora assinaram um acordo, fixando um pagamento superior a 9 milhões de reais por parte da Record ao artista. O valor deveria ser pago em 12 parcelas e continha multa de 50% em caso de inadimplência, encerrando de forma melancólica a parceria entre o artista e o canal. Na Record, Gracindo participou de novelas como Cidadão Brasileiro, Rei Davi e Poder Paralelo.

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