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Um estudo da University College London revelou que apenas três minutos de exercício já podem reduzir o risco de desenvolver até 13 tipos de câncer. A pesquisa com mais de 59 mil pessoas mostrou que trocar tempo sentado por breves movimentos diários, mesmo atividades cotidianas, tem um impacto significativo na prevenção de tumores.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Manter-se em movimento é uma forma de reduzir o risco de ao menos 13 tipos de câncer e esse efeito protetor já pode ser sentido com três minutos de exercício. Pode parecer exagero, mas esse foi o achado de um estudo da University College London (UCL) que avaliou dados de 59 218 pessoas com mais de 60 anos que tiveram suas atividades monitoradas.
A análise utilizou informações do UK Biobank, banco de dados genéticos do Reino Unido, a partir do acompanhamento de movimentos diários de voluntários que utilizavam relógios inteligentes ao longo de oito anos. Mais da metade dos voluntários era do sexo feminino (55%) e os achados foram publicados no periódico BMC Medicine.
Assim, foi possível observar diferentes níveis de exercícios e atividades cotidianas, como pequenos deslocamentos, correr para pegar um ônibus e carregar sacolas.
O grupo constatou que trocar 15 minutos de comportamento sedentário por 15 minutos ativos foi associado a uma redução de 2% no risco de câncer. A substituição de 30 minutos parado por meia hora de movimento teve um resultado mais expressivo, totalizando uma queda de 8% na probabilidade de aparecimento de tumores.
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Os 13 tipos de câncer foram mapeados considerando as lesões que, de acordo com a literatura científica, têm relação com o sedentarismo e estilo de vida inativo, como os que afetam o sistema digestivo – fígado e colorretal –, pulmão, cabeça e pescoço, bexiga, rim e cânceres no sangue, como mieloma.
“Nosso estudo mostrou que existe um risco aumentado de câncer para aqueles que passam muito tempo sentados”, explicou, em comunicado, John Mitchell, membro da Divisão de Cirurgia e Ciência Intervencionista da UCL.
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Como a avaliação considerou atividades que normalmente não entram para a conta de prática de exercício, foi possível apontar a importância do movimento e do combate ao comportamento sedentário, o tempo em excesso sentado citado pelo pesquisador, para evitar a proliferação de células cancerígenas.
Atividades vigorosas
As atividades vigorosas, mesmo curtas, têm impacto, revelando que todo movimento conta. “Com base em modelagem teórica, nosso estudo mostrou que mesmo a perda de dois a três minutos por dia de atividade vigorosa, como correr para pegar um ônibus, e a substituição desse tempo por atividades como ficar sentado, dormir ou realizar atividades leves, aumentaram o risco de câncer”, explicou Mitchell.
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Isso quer dizer que subir escadas, fazer um trecho de caminhada carregando as compras e, claro, exercícios, devem ser incluídos na rotina.
Para entender o que deve ser feito, o pesquisador dá a dica: “Qualquer coisa que eleve sua frequência cardíaca e faça você suar.”