Anvisa manda recolher suplementos de cúrcuma e feno-grego; veja quais são
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A Anvisa determinou o recolhimento e suspensão de venda dos suplementos “Fenogrego” e “Cúrcuma Plus”, da Alivemed, devido a problemas na comprovação de ingredientes e fornecedores. A medida visa garantir a segurança e a conformidade dos produtos com a regulamentação sanitária vigente.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quinta-feira, 9, o recolhimento dos suplementos alimentares “Fenogrego” e “Cúrcuma Plus“, produzidos pela empresa Alivemed Soluções em Saúde Ltda. A medida também suspende a venda, a distribuição, a fabricação, a propaganda e o uso dos produtos.
A resolução, publicada no Diário Oficial da União, afirma que a agência encontrou problemas na comprovação dos ingredientes e fornecedores envolvidos na fabricação dos dois suplementos, “com indícios de composição em desacordo com os requisitos estabelecidos pela regulamentação sanitária”.
No caso do “Cúrcuma Plus”, a agência afirma que a empresa não conseguiu demonstrar que utilizou a forma de cúrcuma autorizada para suplementos alimentares. Em vez de apresentar documentos referentes ao ingrediente previsto na norma da Anvisa, forneceu um certificado de análise de uma substância diferente.
Ou seja, a documentação não comprova que o produto contém exatamente o ingrediente aprovado pelo órgão.
Já no caso do “Fenogrego”, o problema foi a origem da matéria-prima. A empresa teria utilizado feno-grego de um fabricante diferente daquele que serviu de base para a autorização sanitária do ingrediente.
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Nesses casos, é preciso demonstrar que a matéria-prima do novo fornecedor é tecnicamente equivalente ou obter uma avaliação regulatória que inclua esse fabricante. Como essa comprovação não foi apresentada, a Anvisa considerou que não havia garantia de que o ingrediente atendia aos requisitos exigidos.
A VEJA procurou a empresa Alivemed para comentar o caso. A reportagem será atualizada assim que houver resposta.
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Anvisa define limites de dose para a cúrcuma em suplementos e exige alerta
Em abril deste ano, uma resolução da Anvisa determinou, entre outros pontos, limites de dosagem e a obrigatoriedade de alertas sobre riscos nos rótulos de suplementos com cúrcuma.
A decisão engloba substâncias derivadas da Curcuma longa, especialmente a curcumina e os tetraidrocurcuminoides, amplamente explorados pela indústria de suplementos.
A medida ocorre após avaliações internacionais identificarem casos suspeitos de toxicidade hepática associados ao consumo de suplementos com cúrcuma, sobretudo em versões mais concentradas.
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Pela primeira vez, esses compostos passam a ter uma faixa de consumo delimitada: a norma estabelece um mínimo de 80 mg por dia de curcuminoides totais e fixa limites máximos — 130 mg para curcumina e 120 mg para tetraidrocurcuminoides.
A Anvisa também passa a exigir que produtos com esses compostos tragam avisos no rótulo, informando que não devem ser consumidos por gestantes, lactantes, crianças ou pessoas com doenças hepáticas, biliares ou úlceras gástricas. Também orienta que indivíduos em uso de medicamentos ou com enfermidades consultem um médico antes do consumo.
Recomendações ao comprar um suplemento alimentar
A Anvisa tem uma página dedicada aos suplementos alimentares com explicações sobre rótulos, benefícios comprovados e cuidados com propagandas enganosas. E dá as seguintes dicas:
Busque orientação com um profissional de saúde: ele poderá avaliar suas necessidades e indicar o produto mais adequado para você
Compre com segurança: adquira suplementos apenas em lojas físicas ou sites confiáveis
Siga as orientações: consuma o suplemento alimentar como o profissional indicou, respeitando a dose e o tempo de uso recomendados
Observe seu corpo: se perceber algum efeito diferente ou inesperado, avise o profissional de saúde e peça novas orientações










