A vaidade dos cinquentões sarados além da academia
Fotos sem camisa, treinos compartilhados nas redes sociais e corpos que desafiam os estereótipos da idade. Nomes como Márcio Garcia, Tadeu Schmidt, Marcello Novaes, Rodrigo Faro e Malvino Salvador se transformaram em símbolos de uma geração de homens acima dos 50 anos que faz da boa forma parte da rotina e da imagem pública. Nas últimas semanas, uma foto de Tadeu sem camisa voltou a chamar atenção dos seguidores, enquanto Novaes segue acumulando comentários ao aparecer treinando ao lado dos filhos mais jovens.
O fenômeno não é apenas uma impressão das redes sociais. Segundo Dudu Netto, diretor técnico da Bodytech, as academias têm registrado um crescimento consistente desse público. “O envelhecimento da população, aliado ao maior acesso à informação sobre os benefícios do exercício, especialmente do treinamento de força, tem levado mais homens acima dos 50 anos para as academias”, afirma à coluna GENTE.
Se antes a preocupação principal era evitar problemas de saúde, hoje os objetivos são mais amplos. “Preservar massa muscular, manter a independência funcional e prevenir doenças tornou-se tão importante quanto melhorar a aparência física. Existe uma busca crescente por saúde, mas a estética continua sendo um fator importante. Muitos querem um corpo mais forte, com menos gordura e mais massa muscular.”
A mudança também aparece no discurso dos próprios famosos. Aos 55 anos, Márcio Garcia já afirmou em entrevistas que encara a atividade física como parte da saúde mental e da longevidade, e costuma dizer que não busca um corpo perfeito, mas disposição para acompanhar o ritmo da família e do trabalho. Já Rodrigo Faro, de 51, costuma compartilhar sua rotina de exercícios nas redes e já declarou que treinar é uma forma de cuidar da autoestima e dar o exemplo para as filhas.
A transformação, porém, não acontece apenas dentro das academias. Nos consultórios, a procura masculina por procedimentos estéticos também cresceu. A dermatologista Juliana Neiva afirma que percebe um aumento espontâneo da demanda entre homens mais velhos. “Uma queixa recorrente é a queda de cabelo, mas também existe uma preocupação crescente com a flacidez. Há um interesse maior em cuidar da flacidez do rosto, da flacidez do corpo e até mesmo em procedimentos como a aplicação de toxina botulínica. Isso deixou de ser visto como algo exclusivamente feminino”, diz.
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Segundo ela, o perfil masculino costuma buscar resultados discretos. “Normalmente, os homens gostam de resultados que não pareçam evidentes para os outros”, afirma. Mas a vaidade masculina deixou de ser um tabu. “Antigamente havia um certo constrangimento em fazer procedimentos estéticos. Hoje essa percepção mudou bastante”.
Dudu Netto e Juliana Neiva (Reprodução/Divulgação)
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