SAÚDE E BEM ESTAR

Creatina tem efeito anti-inflamatório? Veja o que descobriu pesquisa brasileira

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Um estudo recente de pesquisadores brasileiros da Unesp desmascara o suposto potencial anti-inflamatório da creatina, amplamente difundido na cultura fitness. A análise crítica de diversas pesquisas com seres humanos concluiu que não há evidências consistentes para esse efeito, embora os benefícios para força e massa magra em exercícios de resistência continuem reconhecidos.

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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

Um dos suplementos mais estudados e citados entre quem difunde a cultura fitness, a creatina passou por mais uma prova de fogo. Desta vez, pelas mãos de pesquisadores brasileiros da Universidade Estadual Paulista (Unesp), que tiveram como alvo o seu suposto potencial anti-inflamatório. Mas ficou provado que esse efeito não se sustenta.
Os pesquisadores realizaram um conjunto de análises críticas e cruzamentos dos estudos existentes sobre o suplemento para verificar se havia evidências sobre uma possível atuação no estresse causado pelo exercício e no processo de inflamação crônica relacionada ao envelhecimento, como estudos recentes têm apontado.

O foco dos pesquisadores da Unesp foi nos efeitos do uso da creatina em biomarcadores inflamatórios presentes no organismo, como proteína C-reativa (PCR) e interleucina-6. No fim, o resultado apontou que os dados eram inconsistentes.

“Com base nas evidências atuais, a suplementação de creatina não reduz significativamente os biomarcadores inflamatórios em humanos”, escreveram os pesquisadores no periódico científico Frontiers in Immunology.
O estudo, que recebeu apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), utilizou pesquisas sobre o suplemento executadas com rigor científico, ou seja, provenientes de periódicos que submetem as publicações à revisão por pares e apenas realizados com seres humanos. Assim, partiram de 789 ensaios e chegaram aos oito que formaram a base final de análise.

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Todas as variantes foram avaliadas: diferentes dosagens e em durações variadas, indivíduos saudáveis e atletas. Depois, o trabalho foi verificado por dois revisores independentes.
“Embora alguns benefícios tenham sido observados em condições de resistência intensa, os resultados permanecem inconsistentes entre diferentes populações”, disseram os autores.
Creatina funciona?
O estudo não teve como objetivo entrar na seara de mitos e verdades sobre a creatina, mas pincelou alguns dados que já são conhecidos na literatura científica.

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A creatina não é uma bala de prata, mas, segundo os autores, é reconhecida por melhorar o desempenho em alguns cenários — o que não quer dizer que todas as pessoas devem fazer a suplementação —.
“Quando combinada com treinamento de resistência, a creatina promove de forma confiável ganhos de força e massa magra em diversas populações, incluindo adultos mais velhos”, informaram.
Nos estudos vasculhados, a dose diária de 5 gramas demonstrou ser segura. Mesmo em protocolos que avaliaram doses de 21 gramas por dia ao longo de cinco dias, não houve relato de eventos adversos ou problemas de segurança.

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Mas a meta mesmo era a compreensão da atividade anti-inflamatória, que até foi residual em atletas de resistência submetidos a sobrecargas, só que os “efeitos não se replicam em idosos, populações clínicas ou em contextos de suplementação a longo prazo”.
Então, como em outros suplementos, vale lembrar que os melhores resultados para a saúde são obtidos com alimentação saudável, atividade física, evitando cigarro e bebidas alcoólicas, e consultando sempre um profissional se tiver o interesse de utilizar creatina, whey ou qualquer outro produto.

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