PANGEA CULTURAL

Roberto de Carvalho abre o coração sobre homenagem da Mocidade a Rita Lee

Na segunda-feira, 16, quando a bateria da Mocidade Independente de Padre Miguel ecoar na Marquês de Sapucaí em homenagem a Rita Lee (1947-2023), não será apenas um desfile, mas uma celebração coletiva a uma artista que atravessou gerações e cravou sua marca na música brasileira. Para Roberto de Carvalho, 73 anos, parceiro de vida e de obra da cantora, a homenagem da escola de samba tem dimensão íntima e histórica: une sua cidade natal, o maior espetáculo popular a céu aberto do mundo e o legado da mulher que ele define como “a mais importante” de sua existência.
Às vésperas do desfile, o músico falou à coluna GENTE sobre emoção, memória, a força simbólica do Carnaval e o que espera sentir quando o nome da artista tomar a Avenida. Entre lembranças, orgulho e reverência, ele ainda antecipa o clima de uma noite que promete transformar saudade em festa.

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O que essa homenagem da Mocidade representa para você, pessoalmente? Uma grande emoção, a comemoração da existência e do legado da pessoa mais importante de minha existência, na minha cidade natal, na maior festa popular de nosso país, uma grande procissão onde a música, a alegria, a beleza, irão exaltar aquela que para mim é a maior das maiores.

O Carnaval é capaz de traduzir a grandeza da Rita Lee? Em muitos sentidos, a Rita era dotada de uma enorme capacidade de mobilização em torno de elementos que fazem o carnaval ser o que é, um grande fenômeno de massas, uma grande cornucópia de emoções análoga a tanto que a Rita representa.

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O que não pode faltar em um enredo sobre ela? E o que não poderia entrar de forma alguma? Muitas coisas, mas eu elegeria o amor que ela dedicou aos animais, e não poderia entrar nada que contradissesse essa grande paixão, o reverenciamento à causa animal.
Você chegou a colaborar com o samba-enredo? Se sim, em qual parte? Não, nem seria justo, o samba-enredo teria que ser feito e escolhido por quem entende realmente do riscado.
Existe uma Rita Lee que o público nunca viu, mas que você espera que o Carnaval consiga sugerir? A Rita sempre se expôs inteiramente, a vida dela é um livro do qual nenhuma página foi apagada, então mais do que sugerir, iremos comemorar uma existência iluminada.

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Qual emoção você espera ver na Sapucaí quando o nome de Rita surgir? A mesma que se manifestava em tantos shows que fizemos pela vida, dessa vez amplificada.
O que acha que a Rita Lee falaria ao receber essa homenagem? Uma tremenda honraria.
Como você entra nessa festa? Tanto no enredo quanto na Avenida? Há várias composições nossas que são citadas no samba-enredo, e claro, vou estar encarapitado em cima de um carro alegórico para apreciar e de alguma forma contribuir com o axé dessa noite gloriosa.

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O que é para você, da música, estar na Sapucaí e em um momento especial? Já tinha imaginado? Sendo carioca, o Carnaval, o desfile das escolas estiveram presente no meu imaginário desde sempre, mas não imaginei que seria um momento tão especial, estar na Sapucaí, com a Mocidade Independente de Padre Miguel, homenageando a minha musa, minha cara metade, meu grande amor.
Depois de tudo o que viveram juntos, o que ainda o surpreende na forma como Rita Lee continua se fazendo presente na cultura brasileira? Na verdade, nada me surpreende, era possível antever que tudo isto iria acontecer. E que essa presença impresente seja eterna.

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