De novela bíblica a político gay no cinema: o ato versátil Cirillo Luna
Cirillo Luna (Redes Sociais/Reprodução)
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Cirillo Luna, 43, troca o Rei Davi por um político gay e encoberto em “Ato Noturno”. O ator, que é gay, fala sobre a luta contra o preconceito na carreira e a importância de ser uma referência para jovens. Uma jornada de superação e arte que reflete em seus personagens.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Após desistir da carreira como dentista e mergulhar de cabeça na atuação, Cirillo Luna, 43 anos, protagoniza o Ato Noturno. No longa, é um político gay (Rafael), não assumido, que precisa lidar com a homofobia no Brasil, enquanto esconde um relacionamento homossexual e alguns fetiches. Antes, esteve numa novela bíblica, como Rei Davi, em Reis, da Record TV.
Apesar de serem personagens que vivem em épocas e realidades distintas, a seu ver é possível encontrar algumas similaridades entre os dois. “Em outras proporções, existe um lugar da luxúria que os dois tinham. Davi largou o amigo para guerra, para ficar com a esposa dele; e o Rafael tem fetiche sexual e reprime a sexualidade. Além, claro, da ligação de ambos com a política. De certa maneira, tiveram sucesso com o trabalho”, compara.
Assim como o protagonista, Cirillo também é um homem gay e precisou lidar com o preconceito ao longo da carreira. “Se, de alguma forma, puder contribuir com a minha experiência para ajudar novos jovens, estou decidido a contribuir. Foi importante para mim ter referências e me fez ficar mais forte e corajoso. É bonito ver o Gabriel (parceiro de cena) livre desses dogmas. A gente vê uma vida com muito mais leveza e liberdade. Se esse discurso puder fazer com que outras vidas sejam mais livres, inclusive a minha, estou aí para isso”, diz, emocionado.
A carreira artística de Cirillo começou aos 20 anos, quando decidiu entrar num curso de artes cênicas no Rio de Janeiro. Deslocava-se todos os finais de semana para a capital, enquanto morava em Macaé, no norte-fluminense. Após encontrar a paixão no teatro, largou de vez os consultórios dentários. “Me entendo como artista desde que nasci, mesmo tendo só assim me tornado profissionalmente mais velho. O meu olhar para o mundo é mais atento para a subjetividade, para poesia que a gente vê na vida e nas pequenas coisas”, reflete.









