Abacate confirma vocação para baixar o colesterol ruim; saiba quanto comer
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Pesquisadores brasileiros da Unesp e Unimar, em uma “revisão guarda-chuva”, comprovam que o consumo regular de abacate está associado a menores níveis de colesterol “ruim” (LDL) e colesterol total, oferecendo proteção cardiovascular. A fruta é rica em gorduras saudáveis, fibras e compostos bioativos.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Quem não quer ver seus níveis de colesterol dispararem ou precisa de um apoio extra para controlá-los deveria investir mais regularmente em uma fruta, o abacate. É o que indica uma revisão de estudos capitaneada por pesquisadores brasileiros ligados à Universidade Estadual Paulista (Unesp) e à Universidade de Marília (Unimar).
E não se trata de uma simples análise da literatura científica. Os experts realizaram o que, na academia, se chama de “revisão guarda-chuva” (umbrella review), um trabalho que se debruça sobre as principais revisões de estudos considerados qualificados e com resultados confiáveis. É uma revisão das revisões.
O objetivo foi avaliar os benefícios do consumo de abacate no perfil lipídico, isto é, nas taxas de colesterol total, LDL (o colesterol “ruim”), HDL (o “bom” colesterol) e triglicérides aferidas por exames de sangue. Para tanto, se detiveram também sobre a metodologia das pesquisas que examinaram esse impacto em pacientes nos últimos anos.
A conclusão pode ser celebrada por aqueles que já curtem a fruta – e um convite a quem ainda a deixa de lado. A ingestão regular de abacate foi associada a menores níveis de LDL, o colesterol ruim, e de colesterol total, representando uma proteção cardiovascular.
No entanto, os efeitos sobre o HDL, o colesterol bom, e os triglicérides foram considerados inconsistentes em razão das limitações dos estudos analisados. A revisão brasileira endossa, assim, a realização de novas pesquisas, controladas e de longo prazo, para entender essas outras repercussões do alimento.
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O que o abacate tem de especial?
O abacate é uma fonte de gorduras monoinsaturadas, fibras e compostos bioativos que, em sinergia, contribuem para a redução do colesterol e o bem-estar nas artérias, somando pontos à prevenção das doenças cardiovasculares.
Pelas evidências disponíveis, pode-se dizer que o consumo de uma porção de 100 a 150 gramas – o que corresponde à meia fruta média -, de duas a quatro vezes por semana, já ofereceria benefícios. Sempre ao lado de uma alimentação balanceada, convém frisar.
Um dos pontos a favor do abacate é a versatilidade. Ele pode ser comido in natura, com granola e mel, na salada, como guacamole e ainda servir de cobertura a torradas e recheio de lanches. Sem falar nas vitaminas e mousses – cuidado com o açúcar! Sim, vai bem com o doce e o salgado.
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Só não dá para abusar. Uma porção de 100 gramas do fruto tem cerca de 160 calorias. Não é um absurdo, mas o consumo excessivo pode pesar na balança.










