CIÊNCIA

Pintura de Rubens desaparecida 400 anos vendida em leilão por 2,3 milhões de euros

A pintura do flamengo Peter Paul Rubens Cristo na Cruz (1613), que esteve quatro séculos desaparecida, foi vendida em leilão este domingo por 2,3 milhões de euros (sem comissões). A leiloeira Osenat, em França, pertence a Jean-Pierre Osenat, o autor da descoberta desta obra perdida numa mansão em Fontainebleau, a 70 quilómetros de Paris.A autenticidade da pintura já tinha sido confirmada pelo comité Rubenianum, em Antuérpia, e o seu presidente, Nils Büttner, esteve no leilão. Explicou, citado pela Agência France Press, que Rubens (1577-1640) pintou frequentemente crucificações mas que um retrato de “Cristo crucificado como um cadáver na cruz” era coisa rara. Mais: “Esta é a única pintura que mostra sangue e água a sair da ferida lateral de Cristo, e isto é algo que Rubens só pintou uma vez”.O Rubenianum é uma organização que produz conhecimento sobre a arte dos Países Baixos dos séculos XVI e XVII e que tem a capacidade de autenticar, pela sabedoria dos seus peritos, uma raridade como esta.


Cristo na Cruz (1613) terá sido executada para um coleccionador privado
Cortesia: Leiloeira Osenat/Facebook

A pintura mede 105x72cm e pensa-se que tenha sido feita por encomenda para uma colecção privada, cuja identificação é desconhecida. O rasto mais recente deste Cristo na Cruz é que pertenceu ao pintor do século XIX William Bouguereau, tendo dele passado para as mãos da família dona da mansão onde o leiloeiro a encontrou. Submetida a perícias técnicas várias, nomeadamente raio-x, análise de pigmentos e outras fontes, foi declarada autêntica este ano.


A obra é vista como uma expressão pura do Barroco, do qual Rubens é um dos nomes maiores.

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