Morreu a jornalista Constança Cunha e Sá. Tinha 67 anos
Morreu Constança Cunha e Sá, jornalista e comentadora televisiva. A notícia foi avançada pela CNN e confirmada pelo PÚBLICO. Tinha 67 anos e morreu com cancro do pulmão. Estava internada nos cuidados paliativos na instituição Irmãs Hospitaleiras, em Lisboa.Na rede social X, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, elogia a mulher “inteligente, culta, frontal, com tanta ironia quanto exigência”. “Nela encarnou o escrúpulo jornalístico. Amava a vida em e com todas as contradições. Humana, demasiado humana para o nosso tempo – o tempo da artificial inteligência. Adeus, Constança”, lê-se na mensagem do governante.
Também Carlos Guimarães Pinto, deputado da Iniciativa Liberal, também fez questão de homenagear a jornalista, recordando que discordavam “tantas vezes” no “conteúdo e até da forma”. “Ao mesmo tempo, foi uma das pessoas com quem consegui manter discussões interessantes e construtivas em privado, longe da violência da discussão pública”, ressalva. “Uma pessoa intelectualmente estimulante, daquelas raras em qualquer área política”, elogia Guimarães Pinto. Na mesma publicação, o liberal partilha as mensagens trocadas com a jornalista, a propósito uma discussão sobre o 25 de Abril e o 25 de Novembro. Na mensagem, Constança Cunha e Sá escrevia que sabia admirar pessoas com as quais discordava. “Só se fosse estúpida ou sectária (o que é a mesma coisa) é que não sabia”, continuava a jornalista. “Uma lição de despolarização e respeito”, resumiu esta terça-feira Guimarães Pinto.
Rui Tavares, co-fundador e deputado do Livre, também se mostrou “triste” com a notícia da morte de Constança Cunha e Sá, “uma jornalista com grande experiência que sempre participou no debate público com vivacidade, de forma empenhada e estimulante”, escreveu no X.Constança Cunha e Sá era formada em Filosofia pela Universidade Católica de Lisboa. Entrou na redacção da revista Sábado e, pouco depois, passou a ser jornalista no Independente, no qual assinou uma coluna de opinião. Desempenhou funções de directora-adjunta e, mais tarde, de directora do jornal.Passou também pelo Diário Económico, como redactora principal, antes de abandonar a imprensa escrita para integrar a TVI, primeiro como editora de Política e, posteriormente, como repórter e comentadora.Ao longo dos anos manteve presença regular na imprensa, escrevendo no jornal i a coluna “Feira da Ladra”, depois de colaborações no Jornal de Negócios e Correio da Manhã. Foi também colaboradora do PÚBLICO.Na TVI24 moderou o programa A Prova dos 9. Saiu da estação em 2020, regressando no ano seguinte.










