Poeta Ana Paula Tavares no quinto aniversário do Encontro de Leituras
O Encontro de Leituras vai celebrar o seu quinto aniversário com a poeta angolana Ana Paula Tavares, a Prémio Camões 2025.O clube de leitura mensal do PÚBLICO e da revista brasileira Quatro Cinco Um, que junta leitores de língua portuguesa, comemora em Dezembro o seu quinto aniversário. Depois de três anos feitos em parceria com o jornal brasileiro Folha de S. Paulo, o evento realiza-se desde 2024 com a revista literária brasileira Quatro Cinco Um.A última sessão deste ano com a convidada Paula Tavares acontecerá a 9 de Dezembro, às 22h de Lisboa (19h em Brasília), no Zoom, como habitualmente, aberta a todos os que queiram participar. A ID é 821 6606 8914 e a senha de acesso 088951. Aqui fica o link.
Autoria: Paula Tavares
Editora: Editorial Caminho
256 págs.; 21,90€
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Os livros em discussão no evento reúnem a poesia da escritora que nasceu em Huíla, no Sul de Angola, em 1952, e que é também historiadora com doutoramento em Antropologia da História e mestre em Literaturas Brasileiras e Literaturas Africanas de Língua Portuguesa pela Universidade de Lisboa, cidade onde vive.São eles a Poesia Reunida seguido de Água Selvagem, que a Editorial Caminho publicou em 2023, em versão impressa e ebook, e que reúne os livros Ritos de Passagem (1985), O Lago da Lua (1999), Dizes-me Coisas Amargas Como os Frutos (2001), Ex-Votos (2003), Como Veias Finas na Terra (2010) e o inédito à época Água Selvagem (2023). No Brasil, a obra escolhida intitula-se Amargos como os frutos, é uma colectânea que a editora Pallas publicou em 2010 com os livros de poesia de Ana Paula Tavares publicados até então. Esta obra tem a particularidade de incluir Manual Para Amantes Desesperados (2007), que ficou de fora na edição portuguesa da poesia reunida.
O júri da 37.ª edição do Prémio Camões distinguiu Ana Paula Tavares pela “sua fecunda e coerente trajectória de criação estética” e, em especial, pelo “seu resgate de dignidade da poesia” e sublinhou ainda que, “com a dicção do seu lirismo sem concessões evasivas e com os livres compromissos da produção em crónica e em ficção narrativa, a obra de Ana Paula Tavares ganha também relevante dimensão antropológica em perspectiva histórica”.Na entrevista que deu ao PÚBLICO, depois da atribuição deste prémio, Ana Paula Tavares explicou que não quer falar em nome das mulheres, mas sente que pode dar testemunho do que viu, ouviu e aprendeu com elas, “partilhando gestos extraordinários”.Recordou que numa das viagens que fez ao interior de Angola, a uma região bombardeada, viu um grupo de mulheres a abrir uma cova no chão, onde enterravam roupa que dobravam com cuidado. “Estavam a enterrar os restos imortais dos que não voltaram”, contou ao jornalista Luís Ricardo Duarte. “O que é isto se não poesia? Estas lições que acumulei ao longo da vida ensinaram-me a estar atenta. Escrever é uma tentativa de pôr no papel uma outra sabedoria, um outro olhar sobre a vida”, acrescentou.
Isabel Coutinho, a jornalista responsável pelo site do PÚBLICO dedicado aos livros, o Leituras, e Paulo Werneck, director da revista Quatro Cinco Um, apresentam o Encontro de Leituras, destinado a leitores de língua portuguesa, no qual se discutem romances, ensaios, memórias, literatura de viagem e obras de jornalismo literário na presença de um escritor, editor ou especialista convidado. Os melhores momentos são depois publicados no podcast Encontro de Leituras.










