DESPORTO

Soltour celebrou “50 voltas ao sol” nas Caraíbas Mexicanas

No teatro do hotel Akumal, um dos quatro hotéis do resort Bahia Principe Grand Tulum, em Tulum, no México, a canção grita pelo sistema de som, repetidamente, até vencer os convivas que repetem o refrão “cincuenta vueltas al sol, sumando historias tu y yo”, já de braços no ar. É o 50.º aniversário do Grupo Piñero e da operadora Soltour, celebrado com parceiros e agentes de viagens e à qual não faltou Mara Lezama, governadora do estado de Quintana Roo, onde 90% da população trabalha na indústria do turismo, diz a responsável à Fugas.O grupo começou com Pablo Piñero e a mulher num escritório em Múrcia, Espanha, em 1975, a vender viagens. Inspector-chefe da polícia durante anos, decidiu tentar a sua sorte como agente de viagens, abrindo a operadora turística Soltour, que se especializou na oferta de pacotes de férias para as ilhas Baleares e Canárias, e, mais tarde, para as Caraíbas. Hoje, o grupo tem quatro ramos de negócio, de operador turístico à hotelaria, do imobiliário e campos de golfe à mobilidade sustentável, e mais de 15 mil trabalhadores espalhados pela Península Ibérica e Caribe. “Tudo começou com uma visão tremenda do nosso fundador”, resume Luís Santos, recentemente nomeado director comercial para Portugal e Espanha, à Fugas.A empresa instalou-se em Palma de Maiorca em 1986, um ano depois começa a sua actividade hoteleira com a compra do primeiro hotel nas Ilhas Baleares, sob a marca Hoteles Piñero. Em 1992 chegou a Portugal. É em 1995 que cria a marca Bahia Principe Hotels & Resorts e abre o seu primeiro hotel na República Dominicana — foi dos primeiros grupos espanhóis a chegar às Américas, para explorar o turismo e espalhou-se pelas Caraíbas e Riviera Maia. Além da República Dominicana, está presente no México e Jamaica, sendo o principal grupo espanhol na região, onde detém cerca de duas dezenas de hotéis.


O português Luís Santos é o director comercial da Soltour para Portugal e Espanha
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“De uma agência a um império”Nos anos 2000, o grupo estendeu os seus negócios ao imobiliário e campos de golfe — é em Tulum e em Playa Nueva Romana, na República Dominicana, que existem dois projectos residenciais, onde os clientes adquirem primeira ou segunda residência. No caso mexicano, logo à entrada do resort existe uma escola, a Riviera Maya German International School para os que ali vivem todo o ano. Há ainda um campo de golfe. Ao todo, o grupo tem quatro.Já no campo da mobilidade, a empresa tem autocarros e barcos, na República Dominicana, para transfers e excursões; além dos carrinhos eléctricos tipo tuk-tuk, que percorrem os resorts, sejam os próprios ou de outros, uma vez que uma das suas linhas de negócio é a venda destes pequenos veículos eléctricos para transporte de turistas.


O resort Bahia Principe Grand Tulum tem quatro hotéis, residências, escola, mercado e campo de golfe
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“De uma agência de viagens a um império”, resume Luís Santos, sublinhando a importância da família para Pablo Piñero e também para o crescimento do grupo. O fundador morreu em 2017 e coube à mulher, Isabel García Lorca continuar à frente dos destinos da empresa — há um ano estava na 73.ª posição na lista da Forbes das maiores fortunas de Espanha. “A dona Isabel foi muito importante para chegarmos aonde chegámos. Costuma-se dizer que há empresas familiares e esta é, não só porque é de origem familiar, mas porque eu tenho 25 anos de casa e há colegas com 30, 40 anos. Sentimos a empresa como nossa”, acrescenta à Fugas.Actualmente a CEO é Encarna Piñero, a filha mais velha do casal, enquanto as irmãs Isabel e Lydia são directoras da Sustentabilidade e de Marketing, respectivamente. O grupo criou ainda a Fundação Eco-Baía, primeiro no México, depois na República Dominicana, que promove programas de conservação da natureza.Regresso à agênciaNo almoço que assinala os 50 anos do grupo, Encarno Piñero explica porque decidiram celebrar no México. “Quintana Roo é muito mais que um destino estratégico para a Soltour e o Grupo Piñero. É uma fonte inesgotável de inspiração e aprendizagem. A sua diversidade cultural, beleza natural e, sobretudo, a cordialidade das suas gentes fazem deste lugar uma referência mundial”, declara perante uma sala cheia. Os convidados são mais de uma centena e representam sobretudo agências de viagens em Portugal e em Espanha, aquelas que vendem os destinos criados pela Soltour.À Fugas, a governadora Mara Lezama recorda como a pandemia foi um período difícil para uma região que vive sobretudo do turismo e como está à procura de outras vertentes que não sejam apenas a praia — “há lagoas, há cenotes [piscinas naturais de água doce], há selva, há cultura, há vestígios arqueológicos, há tradições, há gastronomia e temos de diversificar para ter outros segmentos do mercado”, declara, acrescentando como exemplos o turismo médico ou o ligado ao desporto, as convenções, sem esquecer o mercado dos casamentos — “o segundo mais importante no Caribe, a seguir ao Havai”.


Isabel Piñero, Isabel García Lorca, a governadora Mara Lezama e Encarna Piñero
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Se houve momento difícil foi o da pandemia, concordam Mara Lezama e Luís Santos. Para a primeira, a indústria do turismo foi a mais afectada. Então, Lezama era presidente da câmara de Cancún e conta que aquele foi o primeiro município do país a ter o selo Safe Travel, do​​ World Travel & Tourism Council, que reconhece os destinos que cumprem regras de saúde e higiene — ainda hoje, há gel para as mãos em todos os locais, da recepção do hotel à entrada de qualquer restaurante.Por seu lado, Luís Santos lembra que a pandemia foi reveladora da importância das agências de viagens: “Eu lembro-me, dois ou três dias depois de fecharmos fronteiras, de que dos 37 mil portugueses que estavam fora de Portugal naquele momento, 99 ,9% dos que tinham ido com agência de viagem, ao fim de dois dias estavam em casa, e aqueles que foram por sua conta, regressaram por sua conta.”“A agência continua a ter um papel-chave no apoio, no aconselhamento”, defende o director comercial. Teresa Arizti, directora dos Serviços de Marketing e Parcerias Estratégicas, reforça a ideia do regresso dos consumidores às agências de viagens, não só à procura da segurança, mas também da sua expertise: “As agências conhecem os hotéis, sabem quais são os mais adequados para os seus clientes.” Além disso, poupam tempo aos clientes. “Vivemos uma vida agitada e organizar uma viagem ao Caribe Mexicano precisa de muito tempo porque há uma oferta enorme”, aponta. Luís Santos acrescenta que não só “as pessoas mais velhas agradecem que alguém trate de tudo por elas, mas os mais novos também começam a perceber isso”.
Além da experiência, da segurança e do conhecimento, qual a importância de um operador como a Soltour? “É a conectividade desde a origem”, responde Teresa Arizti à Fugas, dando dois exemplos: o primeiro, a capacidade de conseguir fazer ligações que não obriguem os clientes a ir a Madrid para viajar para as Caraíbas, mas partir directamente de Lisboa; o segundo, a possibilidade de “entrar por um destino e sair por outro”.E o futuro? “O maior desafio é conseguirmos ser eficientes o suficiente para acompanhar aquilo que são as necessidades dos clientes. Isto não se resume a vender só uma viagem, mas uma experiência”, responde Luís Santos. Afinal, como disse Encarna Piñero durante o almoço comemorativo: “Acreditamos firmemente que viajar é muito mais do que deslocar-se, é gerar experiências memoráveis, criar laços entre culturas, e deixar um legado e uma marca positiva nas pessoas e no planeta.”A Fugas viajou a convite da Soltour

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