Projeto Madrilusa apoiará 1.600 jovens imigrantes da CPLP com empregos e qualificação
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O Projeto Madrilusa, dedicado a reforçar a integração de imigrantes em Portugal, será lançado nesta quinta-feira (20) no auditório do Instituto Politécnico de Gestão e Tecnologia (ISLA) Gaia, em Vila Nova de Gaia, no Porto. Com o tema Construir Pontes, Criar Futuro, a iniciativa pretende apoiar 1.600 jovens imigrantes, entre os 18 e 30 anos, da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), ao longo dos próximos três anos, promovendo empregabilidade, qualificação, participação comunitária e oportunidades culturais.Segundo Teresa Pouzada, diretora não executiva da Associação de Desenvolvimento Regional Integrado das Terras de Santa Maria (ADRITEM), entidade responsável pelo projeto, a ideia foi concebida para responder às necessidades de quem chega ao país. “Estamos focados em apoiar o acolhimento dos imigrantes, ajudando-os na procura de habitação, emprego, formação e no desenvolvimento de competências essenciais para se integrarem”, afirma.O projeto tem a participação de uma federação composta por 59 associações, que cobre 94% do território português e dispõe de uma plataforma digital que cruza perfis de imigrantes com a procura de mão de obra de municípios e empresas. O objetivo, diz Teresa, é garantir tranquilidade aos estrangeiros recém-chegados a Portugal.
Tereza Pouzada diz que o objetivo do Madrilusa é dar segurança aos imigrantes, pois foram identificados intermediários pouco honestos, que dificultavam a vida de quem procura trabalho e formação
Divulgação
“Identificamos intermediários pouco honestos, que dificultavam a vida de quem procura trabalho e formação. A plataforma garante respostas idôneas, diretamente das entidades competentes”, acrescenta. A estrutura do Madrilusa inclui equipes distribuídas pelas regiões Norte e Centro do país, além de uma rede nacional articulada com câmaras municipais e instituições locais.Falta de mão de obraPara Teresa Pouzada, que é formada em engenharia agrícola e pós-graduada em gestão, a iniciativa contribui para reduzir desigualdades regionais e responder à falta de mão de obra sentida em diversas áreas. “Portugal tem assimetrias evidentes. Muitos imigrantes ficam em cidades como Lisboa, onde a habitação e o emprego se tornam mais difíceis. O Madrilusa permite mobilizar pessoas para regiões onde elas são realmente necessárias e onde os municípios podem oferecer melhores condições de acolhimento”, sublinha.A diretora do Madrilusa reforça ainda o papel estratégico da integração para o futuro do país: “Precisamos muito dos imigrantes. Há falta de trabalhadores na indústria, na hotelaria, no turismo e também no setor social. Integrar bem é fundamental para o desenvolvimento de Portugal”, defende.O projeto pretende beneficiar diretamente os imigrantes por meio da consolidação de parcerias com organizações locais, empresas e entidades formadoras, além de reforçar o diálogo com o Governo sobre políticas migratórias. “O Madrilusa é um movimento. Queremos transformar diversidade em oportunidade e fazer da lusofonia um espaço vibrante de inovação e progresso coletivo”, conclui.Reforço da lusofoniaTeresa Pouzada destaca uma experiência pessoal que marcou a sua visão sobre a importância de um acolhimento estruturado. “Há alguns anos, acolhi um cabo-verdiano em minha casa. A integração dele tornou-se muito mais fácil. Quando alguém está sozinho, tudo é mais difícil. Receber bem também enriquece os portugueses”, afirma.
A cerimônia de lançamento contará com governantes, empreendedores, artistas e influenciadores lusófonos. Entre os nomes confirmados estão Emídio Sousa, secretário de Estado das Comunidades Portuguesas; Miguel Torres, presidente da Federação Minha Terra; Teresa Pouzada; e António Godinho, presidente do ISLA. A programação inclui o painel Histórias que Inspiram e ainda programação multicultural com performance teatral, exposição de artesanato e apresentação musical de DJ.
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