DESPORTO

A dívida moral que não pedimos

As comemorações dos 50 anos de independência de Angola foram capturadas por um episódio sintomático da crise de imaginação política. No discurso solene, e com o Presidente português sentado a poucos metros, o Presidente angolano afirmou que o colonialismo português atrasou Angola. A frase, historicamente banal, tornou-se munição eleitoral em Portugal. André Ventura, candidato presidencial e líder do Chega, apressou-se em negar a responsabilidade colonial e apontou o atraso angolano à corrupção do MPLA. A televisão pública angolana, que na verdade é o próprio Governo, respondeu com ofensas que não dignificam nem a instituição nem o país, chamando Ventura de “mentecapto” e vaticinando um futuro sombrio para Portugal caso ele ganhe as presidenciais. O resultado é um diálogo de surdos entre um populismo que vive do ressentimento e um Estado que reage como se ainda não tivesse descoberto que a soberania se afirma pela serenidade.Os leitores são a força e a vida do jornalO contributo do PÚBLICO para a vida democrática e cívica do país reside na força da relação que estabelece com os seus leitores.Para continuar a ler este artigo assine o PÚBLICO.Ligue – nos através do 808 200 095 ou envie-nos um email para assinaturas.online@publico.pt.

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