CIÊNCIA

Ministra da Saúde garante que Linha SNS24 está a ser reforçada

As Linhas SNS24 e SNS Grávida estão a ser reforçadas com mais meios, garantiu esta segunda-feira a ministra da Saúde. De acordo com Ana Paula Martins, face ao aumento de chamadas para este canal de atendimento, este reforço decorre de forma contínua desde há três meses: “Por isso é que já voltamos a ter tempos de atendimento de dois, três minutos, em média. Vamos continuar, este trabalho tem de se continuar a fazer, sobretudo porque ainda não entramos no pico do Inverno.”Apesar de reconhecer que a Linha SNS24 é “muito importante”, a ministra recordou que o contacto prévio com este canal não é a única medida do plano de Inverno. Ana Paula Martins falava aos jornalistas em Portimão, à margem da visita à Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve que decorreu na manhã desta segunda-feira no âmbito de uma ronda governamental por várias unidades do país.Questionada pelos jornalistas sobre as mais de 1,46 milhões de chamadas que, entre Janeiro e Setembro, ficaram sem resposta, a governante reconheceu que se trata de uma “dimensão muito elevada”, salvaguardando o “aumento enorme” de chamadas que a linha passou a receber.“Sempre que fica uma chamada por atender é preocupante. É uma pessoa que está do outro lado, que precisa de uma resposta, e, se nós não a dermos, temos de ficar preocupados”, referiu, para completar: “Não posso dizer que os constrangimentos estão todos ultrapassados porque não estão. Temos dias da semana, como a segunda-feira, em que o tempo de atendimento não são os dois, três minutos, são mais.”A Linha SNS 24 atendeu em 2024 mais de 3,4 milhões de chamadas, quase o dobro comparativamente ao mesmo período de 2023, com Dezembro a ser o mês com maior número de atendimentos, segundo dados divulgados no início do ano pelos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), gestor da Linha SNS 24, que atribuíram este “resultado histórico” de chamadas atendidas à “expansão de serviços” resultante de iniciativas como o alargamento do projecto “Ligue Antes, Salve Vidas”, que pressupõe que os utentes liguem para a linha antes de se dirigirem a um serviço de urgência hospitalar.Ao PÚBLICO, os SPMS asseguraram que têm vindo a reforçar os recursos humanos e a capacidade de resposta da linha, contando actualmente com “mais de 3300 profissionais, um aumento significativo face aos cerca de 2500 em 2024 e aos aproximadamente 1600 profissionais existentes em Outubro de 2023″.”Não faltam vacinas”Questionada também sobre a disponibilidade de vacinas contra a gripe nesta campanha sazonal de vacinação, Ana Paula Martins garantiu que ​“não faltam vacinas”, socorrendo-se da possibilidade de as várias ULS do Serviço Nacional de Saúde (SNS) poderem redistribuir as vacinas entre si, “bem como comprar directamente”.A ministra garantiu ainda que, de acordo com a informação que a a Direcção-Geral da Saúde (DGS) e da Direcção Executiva (DE-SNS) lhe prestaram, “não houve um problema de previsão para as pessoas que têm de se vacinar”, sobretudo, para as pessoas com 85 ou mais anos, que são vacinadas com a vacina da gripe de dose elevada. O esclarecimento surge depois de virem a público notícias que dão conta da escassez destas vacinas em algumas ULS do país.Ana Paula Martins disse, por seu turno, que o que poderá estar a acontecer é, “porventura, uma distribuição de vacinas nas várias ULS”. “Eventualmente, numa já está a finalizar o stock e noutras ainda há excedente”, admitiu, para sublinhar ser necessária por isso a sua redistribuição.“Estamos este ano, maioritariamente — não é assim em todas as zonas do país —, a conseguir vacinar em grande escala e é natural que nalguns centros de saúde as vacinas possam estar, de facto, em stocks reduzidos”, afirmou, sustentando que “não está em causa um cidadão querer levar a vacina e não a ter neste momento”.A governante aproveitou ainda a ocasião e a ronda governamental que está em curso pelas ULS para sublinhar que os centros de saúde não são apenas espaços para medicina geral e familiar: “É muito para além disso, são serviços de prevenção.”Recorde-se que, na última semana, a Fundação para a Saúde, organismo de que fazem parte várias figuras de destaque na saúde em Portugal, lançou um manifesto contra o “esvaimento” dos centros de saúde. De acordo com a missiva, subscrita por 30 profissionais, “há centros de saúde no país (…) que já não atendem os seus utentes ao telefone”, respondem aos seus emails com atraso e recusam atendê-los em caso de doença aguda.

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