CIÊNCIA

A racionalidade do irracional: populismo nos trópicos e lições para Portugal

Certos discursos políticos podem funcionar como radiografia de um país e, às vezes, como espelho de outros países. A intervenção do político moçambicano Venâncio Mondlane no World Liberty Congress, realizado recentemente em Berlim, parece exemplo disso. Convidado a justificar a sua candidatura a um dos órgãos do Congresso, Mondlane aproveitou a ocasião para apresentar uma narrativa épica sobre si próprio. Afirmou ter “iniciado a Geração Z africana”, “mobilizado 34 milhões de moçambicanos durante três meses”, “inspirado protestos em 11 países africanos”, “ganhado as eleições de 2024” e, num gesto quase bíblico, declarou que “preferiu não tomar o poder pela força”, embora, sugeriu, o pudesse ter feito. Nenhuma destas afirmações é factual. Mas todas foram recebidas com aplausos.Os leitores são a força e a vida do jornalO contributo do PÚBLICO para a vida democrática e cívica do país reside na força da relação que estabelece com os seus leitores.Para continuar a ler este artigo assine o PÚBLICO.Ligue – nos através do 808 200 095 ou envie-nos um email para assinaturas.online@publico.pt.

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