CIÊNCIA

“É preciso garantir cuidados de excelência em todo o país” aos 6000 prematuros que nascem anualmente

Todos os anos, mais de 6000 bebés nascem prematuramente em Portugal, lembra a XXS – Associação Portuguesa de Apoio ao Bebé Prematuro, uma instituição particular de solidariedade social que junta pais que viveram a experiência da prematuridade na primeira pessoa e que tem sede na Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa. Nesta segunda-feira, 17 de Novembro, quando se assinala o Dia Mundial da Prematuridade, deixam um apelo: a necessidade de implementação, em Portugal, dos padrões europeus de cuidados de saúde ao recém-nascido.“Estes padrões europeus [European Standards of Care for Newborn Health] desenvolvidos pela European Foundation for the Care of Newborn Infants são um guia essencial para garantir que todos os bebés, independentemente do local onde nascem, têm acesso a cuidados de excelência, humanizados e centrados na família,” explica Paula Guerra, presidente da XXS, em comunicado.“Portugal tem profissionais extraordinários e unidades neonatais de grande qualidade, mas precisamos de garantir que todos os bebés e famílias beneficiam das mesmas condições” independentemente da região do país onde nascem.


A XXS faz saber que “constituiu um grupo de trabalho, em parceria com a Sociedade Portuguesa de Neonatologia e a Associação Portuguesa de Enfermagem Pediátrica e Neonatal, para promover a implementação dos ESCNH em Portugal”, prossegue o comunicado.”Este grupo está a coordenar a tradução oficial dos mais de 100 Standards Europeus, assegurando junto dos decisores políticos, administrações hospitalares, profissionais de saúde e pais, todo o conhecimento das melhores práticas na área da saúde do recém-nascido. A fase seguinte deste projecto tem como propósito criar uma baseline nacional sobre o estado de implementação de cada standard dos ESCNH em Portugal, identificar fragilidades e definir planos de acção para os próximos anos”, acrescenta.A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem em curso a campanha “Inícios saudáveis, futuros promissores” e alerta para a necessidade urgente de abordar o nascimento prematuro como uma prioridade de saúde pública em todo o mundo.”Aproximadamente um em cada dez bebés no mundo nasce prematuro – antes das 37 semanas de gestação. Sem cuidados eficazes, eles correm o grande risco de desenvolver problemas de saúde potencialmente fatais, como insuficiência respiratória, infecções e hipotermia, que, em conjunto, levam a centenas de milhares de mortes evitáveis”, lê-se no site da campanha onde se recorda que “algumas das mentes brilhantes da história são de bebés prematuros”, caso de Albert Einstein, Isaac Newton, Charles Darwin e Pablo Picasso.A OMS exorta os governos a “investirem em cuidados especiais para recém-nascidos, incluindo unidades neonatais, equipas especializadas, espaços dedicados e equipamentos que salvam vidas”, a “fortalecer os serviços de saúde materna para prevenir o parto prematuro e detectar problemas de saúde precocemente”, a “apoiar as famílias com menos recursos” e a “garantir a equidade, para que a sobrevivência não dependa da geografia ou do rendimento” das pessoas e estes bebés possam aspirar a ter “um futuro brilhante”.

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