CIÊNCIA

Netanyahu repete oposição a Estado palestiniano

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, repetiu este domingo a sua oposição a um Estado palestiniano, quando os Estados Unidos planeiam levar a votação no Conselho de Segurança das Nações Unidas uma proposta que incluiria o plano de 20 pontos de Donald Trump para a Faixa de Gaza.Depois de os Estados Unidos terem incluído uma menção a “uma via para a autodeterminação” dos palestinianos e “um Estado” se forem feitas reformas credíveis, Israel estará a tentar que esta ideia seja retirada do texto.Isto ainda que, como disse uma fonte israelita citada pelo diário de grande circulação Yediot Ahronoth em relação a esta questão, seriam precisas “mudanças tão estritas e radicais que as hipóteses de as conseguirem são zero”. No fundo, comentou a fonte, “era preciso tornarem-se em algo como a Suécia para terem um Estado”.


De qualquer modo, o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, voltou a declarar a sua oposição a um Estado da Palestina. No início da reunião governamental do início da semana (o primeiro dia útil é domingo), Netanyahu sublinhou a oposição do país “a um Estado palestiniano em qualquer local a oeste do rio Jordão”.A oposição a um Estado palestiniano não só foi já afirmada por Netanyahu como foi até sujeita, em Julho de 2024, a uma votação no Knesset (Parlamento), que foi aprovada por 68 votos a favor e 9 contra no Parlamento de 120.Uma iniciativa franco-saudita resultou numa onda de reconhecimentos de um Estado palestiniano por vários países, incluindo aliados de Israel como o Reino Unido, e vários europeus, como Portugal. Israel reagiu dizendo que estes países estavam a recompensar o Hamas pelos ataques de 7 de Outubro de 2023.A questão voltou a surgir no debate público de Israel por causa de uma declaração de vários países — Qatar, Egipto, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Indonésia, Paquistão, Jordânia e Turquia — a apelarem a um voto favorável ao plano de Trump no Conselho de Segurança da ONU assegurando que este continha uma via para um futuro Estado.Netanyahu também se referiu à possibilidade cada vez mais posta em cima da mesa de que o Hamas não desarme e que a reconstrução comece na parte da Faixa de Gaza que está nas mãos de Israel (e que é actualmente 53% do território).Uma fonte israelita disse ao Canal 13 da televisão israelita que esta hipótese estava a ser seriamente considerada pela Casa Branca, já que muitos países dizem que não enviarão militares se a missão da força de estabilização implicar desarmar o Hamas.“Isso não vai acontecer”, disse Netanyahu em relação à possibilidade do Hamas manter as armas na parte do território que controla. “No plano de 20 pontos, e em qualquer caso, esta zona vai ser desmilitarizada e o Hamas vai ser desarmado – seja de uma maneira fácil ou difícil.”Enquanto isso, os EUA discutiam com a Arábia Saudita uma potencial compra de aviões F-35, tentando fazer o negócio depender de Riad se juntar aos Acordos de Abraão, o grande sucesso diplomático do primeiro mandato de Trump, e assinar um acordo de normalização com Israel.Esta questão estará no centro do encontro da visita do príncipe herdeiro Mohammed bin Salman (conhecido como MBS) à Casa Branca, agendada para a próxima terça-feira: a Arábia Saudita é o país que os EUA mais gostariam que assinasse esse acordo.Mas o Haaretz diz que a Arábia Saudita garantiu aos palestinianos que não iria aceitar qualquer normalização com Israel antes de uma solução diplomática para o estabelecimento de um Estado palestiniano.Um responsável norte-americano disse ao Washington Post que para os EUA um bom resultado seria que MBS reconhecesse o plano de Trump como um ponto de partida para um Estado e afirmasse, publicamente, que consideraria a hipótese de se juntar aos Acordos de Abraão.

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