Pesquisas sobre integração entre Brasil e Europa dão 6 mil euros de prêmios
Os artigos da equipa do PÚBLICO Brasil são escritos na variante da língua portuguesa usada no Brasil.Acesso gratuito: descarregue a aplicação PÚBLICO Brasil em Android ou iOS.
O FIBE (Fórum de Integração Brasil Europa) anunciou neste sábado (15/11) os vencedores da terceira edição de seus prêmios para melhores trabalhos universitários que tratem das relações o Brasil e a Europa. Os prêmios são atribuídos em duas áreas de conhecimento: Direito e Ciências Sociais.No total, são distinguidos três teses de doutorado e três dissertações de mestrado de cada área, o que corresponde a 12 vencedores. Segundo o regulamento, os prêmios para as teses de doutorado são mil euros para o primeiro colocado, 600, para o segundo, e 400 para o terceiro. Os ganhadores com dissertações de mestrado recebem respectivamente 500 euros, 300 euros e 200 euros.Na área do Direito, o primeiro lugar entre os doutorados foi para Frederico Oliveira e Silva, da Universidade do Luxemburgo e da Universidade Federal de Goiás, com um trabalho sobre os mecanismos de resolução de disputas na área financeira na União Europeia e no Brasil. Os outros premiados foram Thaís Araújo Dias, da Universidade de Fortaleza, e Maria da Glória Costa Gonçalves de Sousa Aquino, da Universidade de SalamancaEntre as dissertações de mestrado em Direito, a primeira colocada Priscila Wallauer Rolim Sampaio, da Universidade de Lisboa, que apresentou uma análise das normas de regulação de resíduos, comparando a legislação brasileira e a internacional. Também foram premiados Lizane Guerra, da Universidade de Lisboa, em segundo lugar, e Felipe Dellê Diatczuk, da Universidade Federal do Paraná.Na área das Ciências Sociais, a primeira colocada entre os autores de teses de doutorado foi Luana do Rocio Taborda, da Universidade Federal de Santa Catarina e ISCTE-IUL Instituto Universitário de Lisboa, com um estudo sobre o associativismo religioso no Brasil e em Portugal. O segundo lugar foi para Maria Manuela Alves Maia, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, e o terceiro para Delso de Cássio Batista Junior, da Nottingham Trent University.O primeiro prêmio entre as dissertações de mestrado de Ciências Sociais foi para Quéren Hapuque Alves da Silva, da Universidade do Porto, com um trabalho a respeito do ajustamento cultural dos expatriados brasileiros. Em segundo lugar ficou Graziela Neves da Silva, da Universidade de Lisboa, seguindo-se Sandra Ramos Cerqueira, da Universidade do Algarve. A distinção, também na área das Ciências Sociais, será entregue a Luiza Gil dos Santos Filipe, da Escola Superior de Comunicação Social.Importância do prêmioSegundo Vitalino Canas presidente do FIBE e membro do júri foram dezenas de concorrentes. “Tivemos que fazer uma triagem, uma vez aque um dos requisitos é que esteja ligado ao tema da integração Brasil Europa. Houve uma maior qualidade em relação aos anos anteriores”, avalia.Canas ressalta o aumento da importância do prêmio. “O prêmio está se consolidando. Exemplo disso é que os vencedores vêm de universidades de cinco países. É uma diferença em relação às edições anteriores, que apenas distinguiram trabalhos de universidades brasileiras e portuguesas”, afirma.O objetivo é reforçar a relevância do prêmio. “Tudo aponta para que venha a se tornar uma das principais distinções na área das Ciências Jurídicas e das Ciências Sociais nas duas geografias. Vamos aumentar ao longo do tempo o montante dos prêmios, no sentido de valorizar os trabalhos acadêmicos nessas áreas”, revela Canas.O presidente do FIBE enfatiza a importância de que o prêmio inclui a publicação dos trabalhos vencedores, em uma parceria com a Editora Almedina. “É uma dificuldade para muitos autores atualmente. Muitas vezes, a publicação é mais valorizada do que o prêmio monetário”, frisa.
App PÚBLICO BrasilUma app para os brasileiros que buscam informação. Fique Ligado!










