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Carneiro desafia Montenegro: para quando a nova coordenação da emergência hospitalar?

A sugestão foi feita em Julho pelo secretário-geral do PS, Luís Montenegro disse que ia aproveitar a ideia, mas estamos a chegar à época mais complicada das gripes e nada. Por isso, o secretário-geral do PS questionou nesta quarta-feira “quando é que o Governo tem intenção de pôr em prática a unidade de gestão e coordenação da emergência hospitalar” que o primeiro-ministro admitira ser uma boa ideia mas que afinal não implementou.”Já se verificou no Verão passado ser mesmo essencial essa resposta e estamos a chegar a um ponto crítico no país sem que haja uma resposta em relação a esta proposta feita pelo Partido Socialista”, apontou José Luís Carneiro em declarações aos jornalistas em Setúbal, à margem da reunião do secretariado nacional do partido. O líder do PS aproveitou para deixar novamente duras críticas às políticas de saúde do Governo, pegando em dados conhecidos nesta quarta-feira sobre redução de cirurgias oncológicas e permanência de idosos nos hospitais.”O primeiro-ministro falhou”, apontou o secretário-geral socialista. “Na sua primeira prioridade em relação à saúde, tinha prometido reduzir o tempo de espera das cirurgias oncológicas e hoje tornou-se público o relatório de avaliação do desempenho dos serviços de saúde, que mostra que houve uma quebra de 20% no terceiro trimestre deste ano” das cirurgias oncológicas realizadas, assinalou José Luís Carneiro, defendendo que Luís Montenegro “tem o dever de explicar ao país o que justifica esta quebra”. Ao mesmo tempo, o líder do PS defende que o Governo “avance com uma revisão da rede de referenciação dos cuidados oncológicos”.


Além disso, apontou Carneiro, “há uma falha grave das políticas sociais do Governo: aumentaram em 20% os internamentos sociais nos hospitais”. Lembrou que “nos tempos do Governo do PS havia uma política para o regresso a casa dos falsos acamados hospitalares”, pelo que o actual aumento “mostra o falhanço também das políticas de solidariedade e de retaguarda para apoiar estes idosos”.Aproveitando o facto de estar a realizar um roteiro no distrito de Setúbal dedicado à coesão e valorização do território e sendo a região uma das mais afectadas pelos problemas das urgências de obstetrícia, o líder do PS defendeu a obra feita pelos governos socialistas, que disse serem “mais onze novas unidades de saúde e requalificação de unidades de saúde e também na requalificação de três das quatro urgências”, por “contraponto do desinvestimento deste Governo”.”O primeiro-ministro tem o dever de responder”, desafiou José Luís Carneiro, criticando que perante “a agudização dos números” a ministra da Saúde tenha tido apenas “palavras de estupefacção”. “Ora, isto não vai lá com estupefacção; isto vai com capacidade de resposta, que o Governo prometeu dar aos portugueses na campanha eleitoral” e não cumpriu. Não querendo assumir que está a pedir a demissão de Ana Paula Martins, José Luís Carneiro argumentou que “já não se trata de um problema da ministra da Saúde, trata-se de um problema do primeiro-ministro”.O líder do PS até recordou que a governante também terá sido confrontada com os cortes orçamentais do seu ministério. “Já ninguém consegue esconder que foram dadas ordens para reduzir o investimento na saúde, na aquisição de bens e serviços na ordem dos 10%”, afirmou José Luís Carneiro. “Portanto, é o primeiro-ministro que responde pela política do Governo e quem tem que dar explicações, particularmente perante o agudizar destes números” de cirurgias oncológicas e dos tempos de espera, “contrariando” as promessas.Sobre a existência de uma lista de equipamentos e de serviços em que os hospitais devem cortar revelada pela revista Sábado, Carneiro considera que se isso acontecer “é uma gravidade extrema” porque significa que “há uma interferência política em matérias que são de natureza técnica e de necessidades identificadas pelas estruturas de saúde”.

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