CIÊNCIA

Ronaldo: “Golo mil na final do Mundial? Isso era demasiado perfeito”

Foi uma semana de grande presença mediática para Cristiano Ronaldo – mais uma. Houve a entrevista com Piers Morgan e a possibilidade de uma conversa a três com Donald Trump, houve uma videochamada sobre o turismo na Arábia Saudita em que disse que o Mundial 2026 seria o seu último. E apareceu na conferência de imprensa da selecção nacional para antecipar o confronto desta quinta-feira em Dublin frente à República da Irlanda, um jogo que pode qualificar Portugal para o Mundial 2026. Uma das primeiras perguntas a CR7: e se o golo mil fosse na final desse Mundial?“Andas a ver muitos filmes, isso era demasiado perfeito”, respondeu o homem que já leva 953 golos, dos quais 143 pela selecção portuguesa, e que está a 47 de chegar aos quatro dígitos no número de vezes que acertou na baliza dos seus adversários. “Uma selecção nunca depende de um só jogador, mas são dados interessantes e bons. Os golos são sempre bons de se marcar. Quero jogar este próximo Mundial, se não, não estava aqui. Mas passo a passo. Se isso acontecesse, acabava a carreira em grande.”Mas Portugal ainda nem sequer ao Mundial. Por isso é que está em Dublin, para defrontar a República da Irlanda, sabendo que uma vitória garante um lugar no torneio. O jogo em Alvalade foi difícil, com a vitória a ser garantida apenas na compensação, e Ronaldo espera que este segundo confronto seja igual ao primeiro.


“Uma equipa que vai jogar com um bloco baixo, tal como fez em Lisboa, não acredito que vá pressionar Portugal lá cima. Vai ser o mesmo jogo. Vão jogar com os seus adeptos. Lançamentos que vão parecer cantos… Temos de estar preparados mental e fisicamente porque sabemos que vai ser uma batalha”, disse o capitão da selecção nacional, frisando que o público irlandês nas bancadas do Aviva Stadium será uma arma importante a favor da selecção da casa e contra ele próprio: “Obviamente que o Estádio vai assobiar-me amanhã, e espero que o façam, tira a pressão de outros jogadores.”Por duas vezes perguntaram a Ronaldo sobre a tal decisão de este poder ser o seu último Mundial e, das duas vezes, Ronaldo optou por não dar a mesma resposta: “O que eu disse, foi dito, e é, de alguma forma, verdade. O importante aqui é o foco para o jogo de amanhã. A selecção está cá para ganhar. É um jogo importante para o país, para os nossos jogadores. Se calhar nos próximos tempos darei mais uma entrevista para dizer o que eu penso do futebol.”

Ronaldo tem 40 anos, vai ter 41 na altura do Mundial das Américas e já não é o mesmo jogador do início de carreira. Agora o que faz mais é marcar golos, “a coisa mais difícil de fazer no futebol”, segundo a sua própria avaliação. Mas o que é mais importante, acrescentou é o que está dentro do “coco”. “Fui inteligente em poder adaptar-me ao futebol actual, às condições físicas e mentais, aos contextos dos clubes, das selecções e das ligas. O futebol não é igual ao que era há uns anos. Nem há um ano. Para mim, o que faz a diferença é o coco. O coco, é a cabeça, claro!”

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