Morre, aos 73 anos, a cônsul-geral do Brasil no Porto, Maria Stela Frota
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A diplomacia brasileira está de luto. Morreu na madrugada desta segunda-feira (10/11), aos 73 anos, a embaixadora Maria Stela Pompeu Brasil Frota, cônsul-geral do Brasil no Porto, cargo que ela ocupava desde fevereiro de 2022. O corpo da diplomata deverá ser cremado em cerimônia restrita a familiares e amigos.A causa do óbito não foi revelada. Segundo diplomatas ouvidos pelo PÚBLICO Brasil, a saúde de Maria Stela não era boa. Os familiares devem se descolar para o Porto. O governo brasileiro está cuidando de todos os trâmites burocráticos.Formada em direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UFRJ), Maria Stela ingressou na carreira diplomática em 1974. No Brasil, trabalhou no Departamento de Promoção Comercial do Ministério das Relações Exteriores, na Divisão de Operações de Promoção Comercial, na Subsecretaria-Geral de Assuntos Econômicos e Comerciais, na Secretaria-Geral do Itamaraty e na Secretaria de Imprensa do órgão. Foi, ainda, presidente da Fundação Alexandre de Gusmão.Já no exterior, atuou na Delegação Permanente do Brasil em Genebra e nas embaixadas do Brasil em Washington, Santiago e Paris. Foi embaixadora em Berna e cônsul-geral em Zurique e Atlanta. Também integrou o conselho do Global Environment Facility do Banco Mundial, em Washington.A embaixadora é autora do livro Proteção de Patentes de Produtos Farmacêuticos: O Caso Brasileiro, publicado por meio do Instituto de Pesquisas de Relações Internacionais (IPRI). Ao longo da carreira foi condecorada com a Ordem do Rio Branco (Grã-Cruz), a Ordem do Mérito Militar (Oficial), a Ordem do Mérito Aeronáutico (Comendador), a Medalha Mérito Tamandaré, a Légion d’Honneur (França) e a Ordre National du Mérite (França).HomenagensPara o embaixador do Brasil junto à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Juliano Feres, a embaixadora merece todas as homenagens pelo trabalho que realizou em mais de 50 anos de diplomacia. “A embaixadora Maria Stela Pompeu Brasil Frota faz parte de uma geração de mulheres que soube abrir espaço na diplomacia brasileira, pela sua competência, amplo conhecimento técnico e domínio das melhores ferramentas do ofício diplomático”, disse ele ao PÚBLICO Brasil.No entender do embaixador, o exemplo de competência e dedicação de Maria Stela serve de farol para as novas gerações de diplomatas, muitos dos quais formados por ela, quando dirigiu o Instituto Rio Branco. “Por parte dos amigos e colegas da Missão do Brasil na CPLP, manifesto nossa solidariedade com a família e amigos da querida embaixadora”, destacou. Para o cônsul-geral do Brasil em Lisboa, embaixador Alessandro Candeas, a embaixadora Maria Stela teve uma carreira marcante no Itamaraty, servindo em cargos de importância em Brasília e no exterior. “Em seus 50 anos de dedicação ao Ministério das Relações Exteriores, presidiu a Fundação Alexandre de Gusmão, responsável pela realização de estudos e pesquisas sobre relações internacionais e historia diplomática brasileira, e dirigiu o Instituto Rio Branco, prestigiosa academia responsável pela formação dos diplomatas do Brasil”, frisou.Ele acrescentou: “No exterior, foi embaixadora do Brasil em Berna, de onde acumulou ainda o cargo de Embaixadora do Brasil junto ao Principado de Liechtenstein. Mas foi no serviço consular que a Embaixadora Maria Stela, como era conhecida, deu sua maior contribuição ao serviço exterior brasileiro. Antes de chegar ao Porto, foi Cônsul-Geral do Brasil em Zurique e em Atlanta, acumulando mais de dez anos à frente de importantes representações consulares brasileiras. Em nome do Consulado do Brasil em Lisboa, transmitimos nossos mais sinceros sentimentos pela perda de uma querida colega, eficiente e dedicada”, assinalou.
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