Estudantes brasileiros em Coimbra podem regularizar situação na AIMA na universidade
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Alunos brasileiros e de outras nacionalidades que estudam na Universidade de Coimbra têm à disposição um posto exclusivo de atendimento da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) dentro da instituição. Segundo Letícia Daniel Coelho, presidente da Associação de Pesquisadores e Estudantes Brasileiros (APEB) de Coimbra, é possível resolver dentro desse posto todas as pendências documentais, da renovação de vistos a pedidos de residência permanente no país.Letícia ressalta que este é o único posto avançado da AIMA instalado em uma universidade portuguesa. A agência para migrações, porém, está negociando com outras instituições de ensino superior a extensão desse acordo, como já mostrou o PÚBLICO Brasil. Entre as candidatas a terem os balcões avançados de atendimento está a Universidade Nova de Lisboa, como disse o vice-reitor da instituição, João Amaro de Matos.“Estamos negociando com a AIMA a instalação de um posto de atendimento dentro das nossas estruturas para a renovação de vistos e outros serviços”, afirmou ele em junho passado, quando o tema se tornou público. “A ideia é que, além dos estudantes, o posto atenda professores e pesquisadores”, destacou, lembrando que, todos os anos, Portugal recebe milhares de estudantes estrangeiros, boa parte deles, do Brasil.Segundo a presidente da APEB, para acessar os serviços da AIMA no posto avançado de Coimbra é preciso fazer um agendamento prévio por meio do sistema de informação da universidade (inforestudante). A recomendação é de que as marcações sejam feitas mais próximas da meia-noite, quando as senhas online são disponibilizadas. “Reforçando: esse posto só atende estudantes da Universidade de Coimbra. Há outra agência da AIMA na cidade para a população em geral”, frisa.Número de estudantes mais que duplicaUm outro balcão avançado da AIMA com esse mesmo propósito deverá ser instalado no Instituto Superior Técnico de Lisboa. O atendimento caberá aos profissionais das universidades e dos institutos, que serão treinados para tal. Quando revelou as negociações com as instituições, há cinco meses, o presidente da AIMA, Pedro Portugal Gaspar, disse que seria dada atenção especial aos estudantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).Dados consolidados pelo portal PorData apontam para um crescimento substancial do número de estudantes estrangeiros nas universidades portuguesas. Apenas entre 2014 e 2024, o total de alunos oriundos do exterior mais que duplicou, passando de 33.809 para 77.471, o correspondente a 17% de todos os matriculados no ensino superior (456.032), segundo a Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC).Além dos postos avançados da AIMA para atendimento aos estudantes estrangeiros, representantes de universidades cobram mais agilidade dos consulados portugueses espalhados pelo mundo para a concessão dos vistos. Há alunos que, quando conseguem a documentação adequada, chegam a Portugal semanas depois de as aulas terem começado. “É preciso sempre facilitar a vida dos estudantes, sobretudo, nessa questão da documentação”, assinala a presidente da APEB Coimbra.
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