Polícia migratória dos EUA detém marido brasileiro de antiga Miss Havaí
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A americana Cheryl Bartlett, que foi Miss Havaí em 1986, está desesperada: há duas semanas, seu marido, o brasileiro Rogério Araújo, foi detido pela ICE, a polícia anti-imigração americana. Desde então, Cheryl está impedida de ter contato com o marido e teme pela deportação dele.Em entrevista à rádio havaiana Hawaii Public Radio, ela disse que considera a política anti-imigratória de Trump desumana. “É desumano que as políticas atuais possam simplesmente levar embora pessoas como meu marido e removê-lo do país. Muitos outros norte-americanos têm passado pela mesma situação, tendo suas famílias destroçadas”, desabafou Cheryl ao canal Hawaii News Now.
Isso é tão dolorido para as pessoas que estabelecem suas vidas com seus companheiros. Estamos tendo nosso direito pela busca da felicidade negado. As pessoas precisam saber o quanto isso machuca nossas famílias, nossas comunidades. Estamos lutando para manter nossas famílias unidas. O que está acontecendo com meu marido vem da raiva, do ódio, do medo
Rogério, de 57 anos, vive no país há décadas, segundo a esposa. Os dois são casados há 17 anos e moram em Oahu. Ele foi levado por agentes da ICE à prisão federal Prince Kuhio, em Honolulu, capital do estado.A ex-Miss, que é legalmente cega devido a complicações causadas pelo diabetes tipo 1, depende do marido para realizar várias atividades. Ela afirma que ela e o marido entraram com pedido de cidadania dele há 17 anos e teriam obtido os documentos. Após a mudança na administração dos departamentos federais, no entanto, Rogério perdeu o direito adquirido.”Ele me acompanha em todo lugar. Eu não sabia que sou tão limitada até me levarem ele”, diz a havaiana. “Alguém está tentando cortar os nossos laços e isso é muito dolorido. E esse alguém é meu próprio país.”Enquanto luta com a ajuda de advogados para impedir a deportação de Rogério, Cheryl está transformando sua dor em ativismo pelos direitos dos imigrantes.”Quero mostrar amor pelo meu marido, pela nossa comunidade, pela nossa família e até pelos agentes da ICE e da Segurança Nacional, que nos trataram com profissionalismo e educação”, disse ela, emocionada, ao jornal local.”Isso é tão dolorido para as pessoas que estabelecem suas vidas com seus companheiros. Estamos tendo nosso direito pela busca da felicidade negado. As pessoas precisam saber o quanto isso machuca nossas famílias, nossas comunidades. Estamos lutando para manter nossas famílias unidas. O que está acontecendo com meu marido vem da raiva, do ódio, do medo”, completou.Os Estados Unidos são atualmente a maior diáspora brasileira, com estimativa de cerca de dois milhões de imigrantes. O Havaí concentra apenas 0,1% dessa população, cerca de 2 mil brasileiros.
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