Doentes urgentes com espera de mais de 10 horas nas urgências do Amadora-Sintra
O tempo médio de espera para doentes urgentes no serviço de urgência do Hospital Amadora-Sintra ultrapassou esta manhã as 10 horas, de acordo com o portal do Serviço Nacional de Saúde (SNS).Segundo a informação actualizada às 15h29 e consultada pelo PÚBLICO, o tempo médio de espera para primeira observação era de 10 horas para os doentes urgentes (pulseira amarela) e de 11 horas e 18 minutos para doentes pouco urgentes (de manhã os utentes triado com pulseira verde chegaram a esperar 15 horas e 24 minutos). Os doentes muito urgentes (pulseira laranja) estavam com um tempo máximo de espera de 55 minutos pelas 15h50, tempo que tem vindo a agravar-se ao longo do dia deste sábado.À hora da última actualização feita no site do SNS, pelas 15h45 estavam nas urgências gerais do Hospital Fernando Fonseca 73 doentes, a maioria pouco urgentes (39), com um tempo de espera de mais de 11 horas.Segundo o sistema de triagem, as situações muito urgentes (laranja) têm um atendimento recomendado nos 10 minutos seguintes à triagem, enquanto as urgentes (amarela) são de 60 minutos e as pouco urgentes (verdes) de 120 minutos.Esta sexta-feira, trinta médicos da urgência geral do Hospital Amadora-Sintra alertaram para a “situação insustentável” desse serviço, alegando escalas deficitárias que não cumprem os rácios de segurança.De acordo com o Sindicato dos Médicos da Zona Sul (SMZS), no primeiro fim-de-semana de Novembro, o tempo de espera na urgência ultrapassou as 24 horas, uma situação que o Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde Amadora-Sintra justificou com faltas dos médicos que estavam escalados.Na carta que enviaram na sexta-feira ao bastonário da Ordem dos Médicos, os médicos falam numa situação “insustentável”, marcada por equipas reduzidas, incumprimento dos rácios de segurança nas escalas médicas e tempos de espera que chegam a ultrapassar as 24 horas, como aconteceu no fim-de-semana passado.O documento, a que o PÚBLICO teve acesso, descreve “condições que colocam em causa a segurança dos doentes e a dignidade profissional dos médicos”. No primeiro fim-de-semana de Novembro, por exemplo, o serviço funcionou com apenas um especialista de medicina interna durante o dia e dois durante a noite — para uma urgência que serve mais de 600 mil utentes.









