DESPORTO

Iniciativa <em>Revive Our Ocean</em> chega a Portugal para apoiar comunidades costeiras

A Fundação Oceano Azul exibe esta sexta-feira o documentário Oceano com David Attenborough no Oceanário de Lisboa e inaugura a iniciativa Revive Our Ocean em Portugal, com o objectivo de apelar à importância da conservação marinha e de implementá-la de uma forma mais assertiva.O colectivo Revive Our Ocean é uma rede de organizações de países que demonstram que “a protecção marinha costeira funciona, e que partilham este conhecimento com outros”, destaca a Fundação Oceano Azul, que faz parte deste grupo coordenada pela organização Dynamic Planet e co-fundada com o programa Mares Prístinos da National Geographic​​.Em Portugal, a iniciativa Revive Our Ocean vai desenvolver-se a partir do trabalho já realizado pela Fundação Oceano Azul em protecção marinha liderada pelas comunidades, como o Parque Natural Marinho do Recife do Algarve – Pedra do Valado, destaca a fundação, em comunicado.


A Revive Our Ocean, co-produtora do documentário protagonizado por David Attenborough, procura ampliar a protecção costeira, trabalhando com comunidades locais na criação e gestão de novas Áreas Marinhas Protegidas (AMP) de protecção total como negócios regenerativos.“A visão da iniciativa é clara: cada comunidade costeira deve ter a sua própria AMP, uma vez que estas zonas altamente protegidas restauram a vida marinha e apoiam directamente o turismo, a pesca e as pessoas que delas dependem”, descreve a Fundação Oceano Azul, que acolhe a iniciativa em Portugal.O Oceano de AttenboroughO filme Oceano, que foi exibido em Portugal no festival Scianema, em Setembro, retrata a destruição gradual da vida marinha, com imagens inéditas de práticas como o arrasto de fundo, ao mesmo tempo que mostra os benefícios da criação de Áreas Marinhas Protegidas.“O filme mostra-nos que o oceano tem uma capacidade extraordinária de recuperação — se agirmos agora”, reforça ​Kristin Rechberger, fundadora da Revive Our Ocean e produtora executiva do filme, citada em comunicado. “As AMP altamente protegidas restauram a vida marinha, apoiam directamente o turismo e a pesca e beneficiam as pessoas que delas dependem”, enumera a directora da organização Dynamic Planet​. “As AMP costeiras são um bom negócio.”


“Em resposta ao apelo do filme, duas soluções fundamentais emergem: acabar com o arrasto de fundo nas AMP e acelerar a criação de Áreas Marinhas Protegidas de protecção total”, lê-se no comunicado sobre o evento.Para a Fundação Oceano Azul, a criação de AMP de protecção total, enquanto “​zonas de não-pesca”, é benéfica não só para a regeneração da vida marinha, como também para a economia local, através da pesca sustentável nas proximidades desta zonas e nas actividades de mergulho enquanto atracção turística.“Globalmente, o turismo de mergulho gera cerca de 20 mil milhões de dólares anuais, e os mergulhadores preferem as zonas de protecção total pela abundância de vida marinha”, diz a organização no comunicado. “Portugal tem assim a oportunidade de restaurar o seu ambiente marinho enquanto reforça as economias locais através da criação de mais zonas de não-pesca.”Editado por Aline Flor

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