DESPORTO

Árbitros em jornada de protesto nos jogos das competições profissionais

Os árbitros das competições profissionais portuguesas de futebol iniciaram, nesta sexta-feira, um protesto contra o clima de contestação constante no sector, exigindo um agravamento de sanções.Bruno Vieira, da associação de Beja, foi o primeiro a demonstrar a contestação, ao entrar antes das equipas de Feirense e Farense, no jogo inaugural da 11.ª jornada da II Liga. Pouco depois, Cláudio Pereira, no embate entre Estoril Praia e Arouca, do primeiro escalão, fez o mesmo.Os “juízes” entraram sozinhos no relvado, antes das equipas e sem levarem a bola de jogo, ao contrário do que é habitual.Fonte do sector confirmou à agência Lusa o protesto dos árbitros, assim como as suas reivindicações, nomeadamente alterações e agravamento das sanções disciplinares para todos os agentes desportivos, por forma a pôr termo ao sentimento de impunidade para quem recorre a ataques a árbitros como estratégia para tentar condicionar, pressionar ou coagir.Durante a tarde, o presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Pedro Proença, recebeu o líder da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF), José Borges, em encontro com carácter de urgência solicitado pela associação, que contou com a presença do presidente do Conselho de Arbitragem da FPF, Luciano Gonçalves, antigo líder da estrutura de classe, do director da FPF Rui Caeiro e do vice-presidente da APAF, Nuno Silva.”José Borges manifestou, durante a reunião, a intenção de apresentar um conjunto de medidas que os árbitros portugueses pretendem ver implementadas no Regulamento Disciplinar das competições profissionais”, refere a FPF em comunicado.As alterações dos regulamentos de competições, disciplinar e de arbitragem que forem aprovadas no decurso de uma época desportiva só entram em vigor na época seguinte, segundo o Regulamento Geral da LPFP.No entanto, existem excepções, caso as alterações regulamentares sejam aprovadas por unanimidade, com “expressa menção da data ou prazo da respectiva entrada em vigor”, acrescenta o documento no ponto seguinte.No encontro, a APAF manifestou a “apreensão dos árbitros” com o ambiente vivido no futebol profissional, preocupação também demonstrada por Pedro Proença, que assegurou “tudo fazer para, dentro das competências e das responsabilidades da FPF, contribuir para um clima de tranquilidade”.Proença lembrou a importância de existir “tranquilidade no seio do futebol profissional”, numa altura em que se aproximam decisões “urgentes quanto a temas estruturantes”, como a centralização dos direitos audiovisuais, a reformulação dos quadros competitivos ou a redução de custos.

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