CIÊNCIA

Chanceler alemão pede que país se arme face a ameaça russa

O chefe do Governo federal alemão, Friedrich Merz, defendeu nesta sexta-feira que o seu país não tem tempo a perder para se armar perante o contexto internacional, com a ofensiva russa sobre a Ucrânia.“Cumprimos com a nossa obrigação na Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO, na sigla inglesa), que, como Aliança, ninguém pensa sequer em atacar, mas não temos tempo a perder”, disse, numa videoconferência das Forças Armadas germânicas, em Berlim.Merz referiu que os aliados da Alemanha olham “especialmente” para a sua nação, “terceira economia do Mundo”, e desejou fazer do seu exército “o maior exército convencional da União Europeia”, para que esteja à altura.“A ameaça russa é real. Também a vemos na Alemanha, diariamente. Vemos sabotagens, espionagem, ciberataques, voos de drones, assassínios a soldo e desinformação direccionada”, afirmou o chanceler.O líder do executivo alemão destacou que o seu Governo está ao serviço do rearmamento do país, através das medidas como a revisão constitucional de Março último, que permite endividamento para investir em Defesa.O ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, reforçou que a Rússia está a armar-se para outra guerra e que não é um “cenário abstracto” a possibilidade de que venha a atacar outro país europeu.A única maneira de manter a paz neste contexto é uma “dissuasão credível”, portanto as Forças Armadas alemãs têm que ter capacidade de Defesa e de resistência, disse Pistorius, sublinhando que é preciso continuar a defender a Ucrânia contra a Rússia.“Uma Ucrânia estável, que negoceie em posição de força — se é que [o presidente russo Vladimir] Putin se decida a sentar-se à mesa das negociações —, contribui para a nossa segurança, na Alemanha e na Europa”, disse.Orçamentalmente, prevê-se que a Alemanha gaste 62.430 milhões de euros em despesas com a Defesa, face aos 51.950 milhões de euros executados em 2024.O Governo alemão quer aumentar em 32,5% a despesa neste sector em 2026, para até 82.700 milhões de euros.Já para 2029, a Alemanha pretende despender 3,5% do seu produto interno bruto (PIB) com despesas militares, cumprindo assim o acordado, em Junho, na cidade neerlandesa de Haia, em cimeira da NATO.

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