Erika Kirk foi convidada para o programa de Jimmy Kimmel… e recusou
A viúva de Charlie Kirk, Erika Kirk, revelou esta terça-feira que o grupo Sinclair Broadcast, que opera as estações afiliadas à ABC, lhe perguntou se ela queria aparecer no programa de Jimmy Kimmel, onde o comediante lhe iria pedir desculpa.
“[A Sinclair Broadcast] perguntou: ‘Queres que o Jimmy te peça desculpa? Queres aparecer no programa? Como é que podemos resolver isto?'”, contou Erika em entrevista à Fox News, que só vai ser publicada na íntegra na quarta-feira.
“Através da nossa equipa eu respondi: ‘Diz-lhes obrigada, que recebemos a nota deles. Mas esta não é uma questão para nós, não é um problema nosso'”, considerou a agora líder da Turning Point USA, uma organização que tem como objetivo promover políticas conservadoras entre estudantes.
“Se quiseres pedir desculpa a alguém que está de luto, vai em frente. Mas se não é isso que sentes no teu coração, não o faças. Não quero isso. Não preciso disso”, acrescentou a viúva.
A 15 de setembro, cinco dias depois da morte de Charlie Kirk, Jimmy Kimmel falou do assunto durante o monólogo do seu programa de ‘late night’, insinuando que o assassino fazia parte do movimento MAGA (a sigla usada pelos apoiantes de Donald Trump, que soletra ‘Make America Great Again’, o slogan do presidente dos Estados Unidos).
“O gangue MAGA tentou desesperadamente caracterizar o tipo [Tyler Robinson] que assassinou Charlie Kirk como qualquer coisa que não um deles, fazendo tudo o que podia para obter ganhos políticos”, considerou o humorista.
“Entre as acusações, houve… luto – na sexta-feira, a Casa Branca colocou as bandeiras a meia haste, o que gerou algumas críticas, mas, a nível humano, é visível o quanto o presidente está comovido”, ironizou Kimmel, antes de cortar para um clipe em que jornalistas perguntam a Trump como está a lidar com a morte de Kirk, e este responde “muito bem”, passando a falar da construção do novo salão de baile na Casa Branca.
O comentário de Kimmel gerou controvérsia na sociedade norte-americana, e um pouco por todo o mundo, levando o grupo Sinclair Broadcast a condenar as palavras do humorista e, mais tarde, a suspender o programa.
Kimmel voltou às televisões uma semana depois, após um boicote dos espectadores e apoiantes do humorista.
O comediante regressou aos monólogos com críticas a Donald Trump (que defendeu o cancelamento por completo do programa) e considerando que as suas palavras sobre Charlie Kirk foram “descaracterizadas maliciosamente”.
“Não tenho ilusões de mudar a mente de quem quer que seja, mas há uma coisa que quero deixar claro, porque é importante para mim, enquanto humano. E isso é que entendam que nunca tive a intenção de menosprezar o assassinato de um jovem”, afirmou, visivelmente emocionado.
Recorde-se de que Charlie Kirk morreu a 10 de setembro, durante um evento da Turning Point USA, na universidade de Utah Valley, nos Estados Unidos. O ativista conservador discursava perante um grupo de centenas de pessoas, onde se incluía a sua mulher e os dois filhos, quando foi baleado no pescoço, acabando por morrer mais tarde devido ao ferimento.
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