“Um duplo fardo”: Portugal entre os países da UE com mais cuidadores informais que também trabalham
Fernando vê-se, diariamente, consumido por um “peso permanente”: o cansaço físico, a carga emocional e a ausência de descanso provocados por meses incontáveis de cuidados prestados à mãe, enquanto tenta conciliar essa responsabilidade com o trabalho como funcionário público. O nome é fictício, mas a realidade de Fernando é partilhada por muitos outros homens e mulheres em Portugal, que entram nas estatísticas e que colocam Portugal como um dos países da União Europeia com a proporção mais alta de cuidadores informais com 50 ou mais anos que, além de desempenharem esta função, também têm um trabalho a tempo inteiro. Esta fatia chega aos 71,9% do total de cuidadores, um número que é apenas suplantado pela Suécia e pela Dinamarca.Os leitores são a força e a vida do jornalO contributo do PÚBLICO para a vida democrática e cívica do país reside na força da relação que estabelece com os seus leitores.Para continuar a ler este artigo assine o PÚBLICO.Ligue – nos através do 808 200 095 ou envie-nos um email para assinaturas.online@publico.pt.










