DESPORTO

Sindicatos do <em>handling </em> dizem que derrota da Menzies pode levar a” conflitualidade laboral”

Caso a Menzies/Spdh não ganhe a licença de assistência em terra em três aeroportos nacionais (handling, como é conhecido em inglês) que está agora em disputa, isso “poderá levar a um clima de instabilidade e conflitualidade laboral que se arrastará por muitos meses, eventualmente anos”, dizem os representantes de dois sindicatos do sector.A declaração faz parte de um comunicado conjunto do Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (Sitava) e do Sindicato dos Trabalhadores de Handling, da Aviação e Aeroportos (STHAA), que se reuniram nesta terça-feira com membros do Ministério das Infra-Estruturas e da Habitação (MIH).A reunião, pedida pelos sindicatos, surgiu após as notícias que deram conta de que esta empresa ficou atrás do consórcio espanhol da South e da Clece no relatório preliminar do júri do regulador, a ANAC, sobre as licenças para operar nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro.Ao todo, trabalham na Menzies/Spdh, detida a 51% pela britânica Menzies Aviation e a 49% pela TAP, cerca de 3500 trabalhadores. Os britânicos, ligados a capitais do Kuwait, entraram na empresa em 2024, no âmbito de um processo de recuperação de insolvência da empresa então apelidada de Groundforce.“Qualquer outro cenário que não seja o de respeitar as premissas expressas no plano de recuperação da Spdh aprovado pela quase unanimidade dos credores” poderá levar então ao já referido “clima de instabilidade e conflitualidade laboral”.“Da parte do MIH”, asseguram estes sindicatos, foi “garantido total empenho em evitar disrupções nos aeroportos, bem como situações de instabilidade e conflitualidade laboral”.“Acompanhamos com total vigilância os desenvolvimentos na expectativa de que o relatório final venha a atribuir as licenças a quem tem essa capacidade, trabalhadores, recursos humanos, equipamentos e contratos, ou seja, a Spdh”, remata o comunicado.Não se sabe quando é que haverá uma decisão final, mas, nesta quarta-feira, termina o prazo para apresentar a pronúncia em sede de audiência prévia, algo que fonte oficial da Menzies/Spdh sustenta que irá ser cumprido.A empresa já afirmou que “não concorda com a classificação atribuída” e que ia “iniciar de imediato o processo formal de recurso e recorrer a todos os meios disponíveis para garantir que a integridade e a equidade do resultado sejam plenamente revistas”.O consórcio que teve a melhor pontuação é formado pela South, empresa que pertence ao grupo IAG (dono da British Airways e da Iberia, e que está na corrida à TAP), e que actua em Espanha, com presença em 38 aeroportos.Já a Clece é uma empresa de limpezas do grupo ACS (ligado a Florentino Pérez, presidente do Real de Madrid), que trabalha no segmento dos aeroportos através da empresa, igualmente espanhola, Multiservicios Aeroportuarios, tratando também de áreas como a carga.

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