Despacho sobre Spinumviva pode ser “presente de Natal”, Montenegro está “tranquilo”
O procurador-geral da República, Amadeu Guerra, não se quer comprometer com uma data para o despacho sobre a investigação ao caso da empresa da família do primeiro-ministro, Spinumviva, mas declarou que pode ser “um bom presente de Natal, mesmo que seja antes do Natal”. O Ministério Público está ainda a fazer uma averiguação preventiva, aguardando-se que decida se há ou não matéria para abrir um processo.”Estou consciente e estou perfeitamente convicto de que temos possibilidades de dar um despacho relativamente a este tema. Mas não vos vou dizer os prazos. Estou confiante na procuradora que está a analisar a situação e, portanto, continuo confiante”, afirmou em declarações à RTP esta sexta-feira, à margem de um encontro dos Gabinetes de Apoio à Vítima, na Procuradoria-Geral da República. Questionado sobre se seria um “bom presente de Natal para a procuradoria terminar o assunto até ao final do ano”, respondeu: “Sim, sim. É um bom presente de Natal. Mesmo que seja antes do Natal. Não há problema nenhum”.Horas depois, Luís Montenegro, reagia a estas declarações, na cidade brasileira de Belém, onde se encontra para participar na Cimeira do Clima das Nações Unidas.“O que eu posso desejar é que isso aconteça o mais rápido que for possível. Sempre desejei desde a primeira hora e, portanto, estou tranquilo e aguardarei esse momento. (…) “Naturalmente, que a minha expectativa é que essa decisão seja uma decisão com naturalidade de preenchimento de todos os esclarecimentos que me foram solicitados”, disse aos jornalistas Luís Montenegro.O Ministério Público abriu em Março uma averiguação preventiva com base em três denúncias para avaliar se existem elementos para avançar para a abertura de um inquérito.Dia 7 de Outubro, a PGR fez uma nota sobre este caso, explicando que “a averiguação preventiva relacionada com a empresa Spinumviva encontra-se em curso. O Ministério Público aguarda ainda documentação que, depois, carecerá de análise. Não há, assim, neste momento, qualquer convicção formada que permita encerrar a referida averiguação preventiva nem nada foi proposto ao Procurador-Geral da República neste domínio”.A CNN/TVI tinha noticiado que os procuradores responsáveis pela averiguação preventiva sobre a Spinumviva consideram que deve ser aberto um inquérito-crime ao primeiro-ministro, que será decidido pelo procurador-geral da República, Amadeu Guerra.










