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Gucci, Chloé e Loewe multadas pela Comissão Europeia por fixarem os preços de revenda

As marcas de luxo Gucci, Chloé e Loewe foram multadas num total de 157 milhões de euros por terem violado as leis da concorrência determinadas pela Comissão Europeia. As casas de moda são acusadas de terem fixado os preços de revenda dos seus parceiros de retalho.A italiana Gucci foi multada em 119,7 milhões de euros, a francesa Chloé em 19,7 milhões de euros e a espanhola Loewe em 18 milhões de euros, o que evidencia o crescente controlo regulamentar por parte da União Europeia aos grupos de luxo.“As três empresas de moda interferiram nas estratégias comerciais dos seus retalhistas, impondo-lhes restrições, como a exigência de não se desviarem dos preços de venda a retalho recomendados; taxas de desconto máximas; e períodos específicos para as vendas”, afirmou a Comissão Europeia num comunicado divulgado nesta terça-feira.A Kering, que é dona da Gucci, declarou que a investigação da UE foi resolvida na sequência de um procedimento de cooperação e que o impacto financeiro foi incluído nos resultados do primeiro semestre de 2025 do grupo. A casa de Florença tem vindo a sofrer consecutivas perdas financeiras e, nos primeiros seis meses do ano, registou uma queda de 25% nas vendas, antes de apresentar um novo director criativo, Demna Gvasalia, que se espera ajudar na recuperação, enquanto mantêm uma estratégia de encerramento de lojas para reduzir os custos.A Loewe da LVMH também confirmou o acordo com a UE e comprometeu-se a operar “em estrita conformidade com as leis anticoncorrência”. O conglomerado de Bernard Arnault, que detém marcas como a Louis Vuitton, a Dior ou a Fendi, deverá apresentar em breve os resultados das vendas do terceiro trimestre do ano.A Chloé, que faz parte do grupo suíço Richemont, disse que estava a levar o assunto “extremamente a sério” e intensificou as medidas para garantir o cumprimento da lei da concorrência desde a investigação, que começou em 2023.As práticas, que a UE diz serem desleais, privaram os retalhistas da independência de preços e reduziram a concorrência. Ao mesmo tempo, as marcas protegeram os canais de venda próprios, sejam as boutiques ou as lojas online, enquanto prejudicavam os retalhistas, afirmou a Comissão Europeia.A Gucci, a Loewe e a Chloé não são as únicas marcas de luxo que têm estado sobre vigilância. Em Itália, a Armani, a Dior, a Loro Piana e, recentemente, a Tod’s também foram colocadas sob administração judicial por parte das autoridades devido a alegados abusos de trabalhadores nas cadeias de abastecimento.

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