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Sarkozy será encarcerado a 21 de Outubro no caso do financiamento líbio

Nicolas Sarkozy, condenado a cinco anos de prisão no caso do financiamento líbio da sua campanha presidencial de 2007, deverá ser encarcerado a 21 de Outubro, noticiou esta segunda-feira a rádio RTL, uma informação posteriormente confirmada por outros meios de comunicação como o Le Figaro.Já se sabia que o antigo Presidente tinha sido chamado, esta segunda-feira, a um tribunal de Paris para responder a um questionário para avaliar a sua saúde antes de ser detido. Na altura do julgamento, soube-se que a data e localização da sua prisão seriam apenas divulgadas mais tarde.No entanto, Sarkozy entrou no tribunal, onde esteve menos de uma hora, como saiu: calado, sem prestar declarações. Os detalhes sobre a sua detenção não foram divulgados num primeiro momento aos meios de comunicação. Agora, e de acordo com as informações divulgadas pelos meios franceses, acredita-se que poderá ficar na prisão de la Santé, na capital francesa, numa ala de detidos vulneráveis ou em isolamento, para garantir a sua segurança.No fim de Setembro, o antigo chefe de Estado foi condenado a cinco anos de prisão efectiva com “efeito diferido” e “execução provisória” por associação criminosa no caso do alegado financiamento líbio à sua campanha presidencial de 2007, que acabaria por vencer.


Defendendo sempre a sua inocência, Sarkozy recorreu da decisão. Há uns dias, reuniu-se com antigos aliados e colaboradores para um “copo de adeus”, onde lhes agradeceu. “Daqui a uns dias, quando o escândalo for consumado, precisarei da vossa indignação”, cita o Le Figaro, que esteve presente no encontro.O recurso — cuja primeira audiência poderá acontecer em Março de 2026 — não vai mudar em nada a sua pena de prisão.Além da pena de cinco anos de prisão efectiva, o antigo chefe de Estado terá de pagar 100 mil euros de multa, perde direitos civis e de família por cinco anos (ou seja, não pode votar nem ocupar cargos públicos, entre outros) e fica inelegível por cinco anos. O tribunal optou por esta pena por considerar que Sarkozy cometeu “factos de gravidade excepcional”, que podem “abalar a confiança dos cidadãos nas pessoas que os representam”.O caso foi descrito pela acusação como um “pacto de corrupção” com “um dos ditadores mais repugnantes dos últimos 30 anos”, o ditador líbio Muammar Khadafi. Em 2005, quando Sarkozy era ministro do Interior, as duas partes terão começado os contactos que desembocaram num alegado acordo: em troca de um financiamento (pensa-se que de 50 milhões de euros, ainda que só tenham sido encontrados cerca de 35 mil euros não declarados) para a sua campanha presidencial, Sarkozy terá apoiado o Governo líbio – então profundamente isolado – ao nível internacional, com favores nos campos diplomático, legal e de negócios.

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