O bastidor da confusão com Martinho da Vila: bicheiro previu e carnavalescos chiam

Como a coluna GENTE revelou com exclusividade mais cedo, Martinho da Vila ameaçou romper com a escola de samba Vila Isabel se a direção mantivesse a decisão de juntar seu samba com o de outros compositores para o enredo do Carnaval 2027. Agora, a coluna apurou que a conversa não foi nada amistosa.
O bicheiro e um dos mandachuvas da Liesa Capitão Guimarães, financiador da escola, ficou do lado do Martinho nesse quiprocó. Quem decidiu pela junção ainda na noite de sábado, 12, foi o Tinga, intérprete da azul e branco, que achou melhor assim, por questões técnicas de melodia e letra. Os carnavalescos Leonardo Bora e Gabriel Hadad, que assinam o próximo desfile sobre o livro Torto Arado, teriam ficado ao lado de Tinga. Assim, o filho do Capitão, Luiz Guimarães, aprovou a decisão, mesmo o pai reafirmando várias vezes que aquilo daria uma confissão generalizada com Martinho, baluarte máximo da escola de Noel. Mas Capitão no final preferiu não contrariar o filho, que publicamente é quem dá as cartas por lá.

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Quando Martinho soube que seu samba seria “recortado” e juntado a outro, aí ritmo desandou de vez. Como já era previsto, o cantor se irritou com a decisão. Luiz Guimarães tentou ligar para ele disposto a explicar a decisão, mas não foi atendido. Martinho só falou com o Capitão Guimarães, a quem repetiu que tiraria seu nome da lista de compositores da letra escolhida para 2027 se a tal decisão se mantivesse – tal como adiantou em conversa com a coluna.
Coube ao Capitão reunir a trupe e tomar a drástica e inédita decisão de voltar atrás entre os sambas escolhidos e consagrar apenas o samba de Martinho o vencedor dessa difícil disputa. Agora vem a cereja do bolo: os carnavalescos Bora e Haddad ameaçam sair da Vila, indispostos com o samba definitivo que, a seu ver, não contaria por completo o que planejam para a Avenida. A coluna procurou a dupla para se manifestar, mas até o momento não obteve retorno.

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O problema, segundo a ótica de Martinho, não era a junção, foi não ter sido consultado, enquanto presidente de honra da agremiação, com devida antecedência e respeito que ele mesmo sempre teve na comunidade da zona norte do Rio. Em meio a isso tudo, os compositores que foram banidos da letra final, com razão, agora reclamam – falam de “humilhação” e “injustiça”. Alguns deles já se manifestaram que estão de saída da escola. O samba está longe ainda de entrar na Sapucaí, mas já desandou no caminho.

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