Gracindo Jr. (Globo/Divulgação)
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O ator e diretor Gracindo Jr., que morreu aos 83 anos na noite desta terça-feira, 1º, deixou uma trajetória de mais de cinco décadas dedicada à televisão, ao teatro e à dramaturgia brasileira. Para o consultor Mauro Alencar, doutor em Teledramaturgia pela USP, “o nome de Gracindo Jr. evoca a excelência da arte dramática brasileira”, conforme relatou a VEJA.
Filho do ator Paulo Gracindo, Gracindo Jr. seguiu “com talento e olhar apurado outras veredas da arte”, construindo uma carreira que além da atuação, também incluiu a direção. À frente de montagens teatrais como Num Lago Dourado, trabalhou ainda com nomes consagrados da televisão, entre eles integrantes de Os Trapalhões, além de dirigir novelas como A Sucessora, descrita por Alencar como um “grande êxito internacional”.
Como ator, participou de produções fundamentais para a formação da telenovela brasileira e da indústria do entretenimento, como O Bem-Amado e Os Ossos do Barão. Sua “forte presença cênica”, nas palavras do pesquisador, também marcou novelas como O Casarão, em que dividiu o mesmo personagem com o pai, Dona Beija, Mandala e Celebridade.
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Gracindo Jr. esteve ainda nas minisséries Bandidos da Falange e Rei Davi e teve uma performance de destaque na clássica versão da TV Globo de Sítio do Picapau Amarelo.
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Em 2012, Mauro Alencar transformou em livro a história de Paulo Gracindo, em um trabalho inspirado no documentário Paulo Gracindo, o Bem-Amado, lançado em 2008. O projeto representou, segundo ele, “um louvor do filho para o pai”, reunindo “jornadas de vida e arte que fundaram e propagaram o melhor da história da comunicação no Brasil”.