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O Brasil registra casos de febre do Nilo Ocidental em SP, SC e um provável no Piauí, com uma morte em Imbituba. A matéria detalha os primeiros casos em humanos em SP, os sintomas da doença viral transmitida por mosquitos Culex e medidas de prevenção. Saiba mais sobre a FNO e como se proteger.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Além dos quatro episódios confirmados de febre do Nilo Ocidental registrados em São Paulo e em Santa Catarina, há um caso provável da infecção viral no estado do Piauí, segundo o Ministério da Saúde.
Em nota desta terça-feira, 25, o ministério informou que mantém as vigilâncias epidemiológica e laboratorial em atividade, junto aos estados e municípios, para identificar não só casos, mas possíveis regiões com circulação da doença.
O ministério confirmou os casos em São Paulo e Santa Catarina, mas não trouxe mais detalhes sobre a notificação no Piauí.
Um documento com orientações sobre a febre do Nilo Ocidental está sendo preparado para posterior distribuição em órgãos de saúde. “A pasta acompanha as investigações, presta apoio técnico aos estados e prepara nota técnica com orientações atualizadas para reforçar a vigilância da doença no país.”
Em São Paulo, os casos identificados em pacientes do sexo feminino dos municípios de Ribeirão Preto e São José do Rio Preto foram os primeiros registrados em humanos na história do estado.
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Segundo o Centro de Vigilância Epidemiológica “Prof. Alexandre Vranjac” (CVE-SP), o primeiro caso foi de uma mulher de 34 anos, moradora de Ribeirão Preto e que tinha histórico de viagem à região amazônica. O local da viagem não foi informado, mas o CVE disse que ela evoluiu para cura.
O segundo caso é de uma paciente de 18 anos, que mora em São José do Rio Preto e, até esta segunda-feira, 24, estava internada “sob cuidados médicos”. O estado de saúde dela não foi divulgado.
Em Santa Catarina, uma mulher de 77 anos morreu na cidade de Imbituba, no sul do estado, no último dia 8. O outro caso foi de um homem de 56 anos do município de Caçador, na região oeste, que chegou a ser internado, mas já se recuperou.
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“Ambos os quadros apresentaram manifestações neurológicas e seguem sob investigação epidemiológica contínua para mapear com precisão os prováveis locais de infecção e detalhar a relação entre a circulação do vírus e as manifestações clínicas registradas”, informou, em nota, a Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina.
A pasta destacou que está intensificando as ações de vigilância epidemiológica, laboratorial, animal e entomológica. E ressaltou que “não existe contágio de pessoa para pessoa, nem transmissão direta de aves para as pessoas”.
Febre do Nilo Ocidental
A febre do Nilo Ocidental é uma doença viral transmitida por mosquitos do gênero Culex, mais conhecidos como pernilongos ou muriçocas, infectados após se alimentar com o sangue de aves contaminadas.
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Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, há casos assintomáticos, mas cerca de 20% das pessoas podem ter sintomas leves, como febre passageira.
Em casos graves, os pacientes podem apresentar encefalite, meningite e comprometimento do sistema nervoso central ou periférico.
Nesse cenário, o paciente pode receber indicação para internação, inclusive em unidade de terapia intensiva (UTI).
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Sintomas da doença
Febre
Mal-estar
Falta de apetite
Náuseas e vômitos
Dor de cabeça
Dor muscular
Dor nos olhos
Manchas na pele (exantema máculo-papular)
Aumento dos gânglios linfáticos (linfadenopatia)
Sintomas neurológicos (confusão mental, rebaixamento do nível de consciência, tremores, convulsões)
Como evitar a febre do Nilo Ocidental
Não há vacina nem tratamento para a febre do Nilo Ocidental, então, a melhor forma é se proteger dos mosquitos.
Utilize repelente
Usar roupas que reduzam a exposição da pele, especialmente em áreas de maior risco
Coloque telas em portas e janelas
Evite permanecer exposto aos mosquitos, principalmente do entardecer ao amanhecer
Elimine recipientes e locais que possam acumular água
Evite o descarte de lixo em valas, valetas, margens de córregos, rios e riachos
Evite, sempre que possível, o contato ou manuseio de animais encontrados mortos
Redobre os cuidados do entardecer ao amanhecer, período de maior atividade dos mosquitos Culex