Incêndio não trava combate ao cancro

142TEXTO DE GENÉZIA GERMANONo domingo passado, uma situação de emergência interrompeu a rotina dos pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde do Serviço de Oncologia do Hospital Central de Maputo (HCM). O incêndio que deflagrou naquela unidade obrigou à transferência de todos os doentes ali internados para um espaço considerado seguro. Em poucos instantes, a preocupação com a saúde deu lugar ao medo, à confusão e à incerteza sobre o que poderia acontecer aos tratamentos que muitos pacientes fazem para combater o cancro.Para quem acompanhava familiares internados, a prioridade passou a ser a retirada dos doentes, sobretudo daqueles que, devido ao seu estado de saúde, não tinham condições para abandonar o edifício pelos próprios meios. A evacuação do local exigiu a intervenção dos profissionais de saúde, que tiveram de prestar auxílio aos pacientes acamados e garantir que ninguém ficasse para trás. Delfino André, acompanhante da mãe que ali está há três meses, recorda que o alerta surgiu depois de um profissional de saúde ter saído da unidade e, no regresso, ter notado fumo no tecto. A informação levou os presentes a procurar perceber o que se passava. A situação confirmou os receios: a fumaça já tinha grande intensidade.“Estávamos lá dentro e um profissional de saúde saiu para fora. Quando voltou, viu uma fumaça no tecto e veio alertar-nos. Saímos para ver o que realmente estava a acontecer e vimos que a fumaça já era intensa. Voltámos a entrar para ajudar os doentes a sair, porque havia pessoas acamadas que não se conseguiam levantar”, contou. Leia mais…

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