Após receber apenas 1.124 votos nas eleições de 2026 para deputado federal pelo Rio de Janeiro, Humberto Martins decidiu que não pretende voltar à política. Durante o lançamento do filme Deixe-me Viver, o ator fez um balanço da experiência eleitoral e descartou uma nova candidatura no futuro. “Foi uma experiência interessante, mas não combina comigo. Já na convivência da campanha percebi que não é o lugar onde eu gostaria de estar”, afirmou em conversa com a coluna GENTE.
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Martins obteve 0,01% dos votos válidos. Ao avaliar o desempenho nas urnas, ele atribuiu parte do resultado ao trabalho da equipe. “Isso é um grande mistério, mas acho que faltou um certo empenho por parte dos componentes todos, dos integrantes dentro de uma equipe de condução da campanha”, declarou o ex-galã da Globo.
O ator também apontou o pouco reconhecimento do partido pelo qual concorreu, o Democracia Cristã (DC), como um obstáculo. “Já era um partido muito pequeno, nem conhecido. Minha intenção era ajudar se fosse eleito”, disse. Apesar da votação inexpressiva, ele afirmou estar satisfeito com o desfecho: “Deu tudo certo, como Deus gostaria que fosse”.
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Na conversa, Martins explicou que decidiu entrar na política por acreditar que sua trajetória artística lhe proporcionou conhecimento sobre diferentes realidades do país. Segundo ele, as viagens pelo Brasil e o contato direto com a população o fizeram enxergar problemas que poderiam ser enfrentados pelo poder público.
“Qualquer pessoa pode se candidatar, acho que desde que ela tenha um conhecimento geográfico e cultural do seu país. Eu viajei muito, pelo Brasil inteiro, me baseei no conhecimento que tenho sobre todos os estados, de perto, em periferias, em situações precárias que vi. Encontrei muitas coisas que deveriam ser feitas e que já poderiam estar feitas, inclusive. Baseado neste sentido, achei que poderia ajudar”, explicou Humberto, que contou com o apoio de assessores especializados para lidar com as questões técnicas. “Política é um grupo de pessoas que se reúnem para melhorias. As melhorias devem ser feitas. Nada mais”, resumiu.
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Questionado sobre a pressão para que artistas se posicionem politicamente durante a disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, Martins criticou o que considera uma cobrança excessiva sobre as escolhas individuais. “É um patrulhamento desnecessário. As pessoas andam hoje muito chatas, muito em cima da cobrança da individualidade do ser humano. O ser humano faz o que quer, é dono de si mesmo. Cada um se expressa, fala se quiser ou não fala. Essa é a forma mais coerente de se viver a vida, sem criar rumore e confrontos entre um e o outro”, declarou.
Sobre a saída de Flávio Bolsonaro do Brasil após a derrota no segundo turno, o ator preferiu não se aprofundar. “Não acho nada. Isso aí é questão dele. Eu já saí, já estou noutra”, afirmou, acrescentando que seu foco agora está nos projetos artísticos, como Deixe-me Viver. No longa produzido por Mônica Carvalho, Martins interpreta o pai de uma jovem que decide interromper o tratamento de um câncer terminal para viver o tempo que resta.
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