Os cuidados que devem ser adotados em exames invasivos em idosos

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A indicação de exames invasivos em pacientes com mais de 70 anos exige avaliação criteriosa, especialmente na presença de comorbidades, para evitar riscos e prejuízos à saúde. Profissionais de saúde devem refletir sobre os benefícios e ônus desses procedimentos, garantindo mais segurança e bem-estar aos idosos.

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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

A indicação de exames invasivos exige ponderação criteriosa em pacientes com mais de 70 anos. A avaliação deve ser ainda mais cuidadosa quando existem doenças associadas não bem compensadas. Conhecer os detalhes da realização dos procedimentos e o quadro completo de saúde do indivíduo é essencial para evitar possíveis prejuízos à saúde da pessoa idosa internada. Por isso, incentivar cada vez mais as equipes médicas a refletir sobre a mensuração da real vantagem e dos ônus dessa investigação traz benefícios ao internado e à gestão hospitalar.
Um exame invasivo pode ser definido como um procedimento diagnóstico que exige a introdução de instrumentos (como cateteres, agulhas ou outros dispositivos) no corpo humano, associados a uma sedação profunda ou a uma anestesia geral.

Quando realizados em pacientes idosos com mais de 70 anos, esses procedimentos podem oferecer riscos além dos esperados. Em um cenário de envelhecimento populacional intenso e rápido, reforçar a discussão sobre a indicação dessas intervenções se tornou uma necessidade ainda mais importante entre os profissionais de saúde. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pessoas com 60 anos ou mais já representam 16,6% da população brasileira. No ano de 2012, eram 11,3%.

Essa discussão faz parte da rotina do Serviço de Endoscopia do Iamspe, no Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) de São Paulo. Nele, são realizados 1.500 exames invasivos, entre colonoscopia e endoscopia, por mês. Desse número, em média, 80% são realizados em pacientes com mais de 70 anos.

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Para efetuar esses procedimentos, são utilizados critérios e exames na admissão do paciente. Essa avaliação criteriosa será tema de debate na primeira edição do congresso de saúde digestiva dessa população, o Gastro 70+, que ocorre nos dias 30 e 31 de outubro, em São Paulo.
O idoso com mais de 70 anos e comorbidades tem a saúde mais frágil e, consequentemente, mais chances de desenvolver complicações. Assim, é benéfico poupar o organismo dele de estresses, como os exames invasivos.

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Em determinados quadros, em que a condição clínica do paciente apresenta baixo risco à saúde e os sintomas são controláveis com medicação simples e oral, a solicitação desses procedimentos deve ser evitada ou, quando necessária, realizada com um preparo específico e com o apoio da equipe multidisciplinar.
Nesse sentido, é essencial incentivar a reflexão sobre os ônus e os benefícios da realização de exames invasivos entre os profissionais da saúde que atendem idosos com mais de 70 anos em prontos-socorros, enfermarias, unidades de terapia intensiva (UTIs) e ambulatórios para garantir mais segurança e manutenção do bem-estar geral desse doente.

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Torna-se assim imprescindível atualizar-se com frequência sobre exames, diretrizes e boas práticas para o atendimento do paciente na sétima década de vida, além de conhecer em detalhes o quadro clínico dele.
*Renato Luz é diretor do Serviço de Endoscopia do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo (Iamspe)

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