O neurocientista japonês que ensina a desamarrar aquela pessoa da sua mente

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O neurocientista Michihito Sugawara, autor de “Apague aquela pessoa da sua mente”, revela um método para liberar a mente de quem nos faz mal. Com base em neurociência e psicologia, ele explica por que tentar não pensar em alguém pode piorar a situação e oferece estratégias práticas para lidar com obsessões. O artigo detalha essas três medidas.

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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

Enquanto tem gente que cobra para “amarrar” a pessoa amada, o neurocientista japonês Michihito Sugawara tem um método para “desamarrar” da cabeça quem nos faz mal. É o que ele propõe (e promete) no título autoexplicativo Apague aquela pessoa da sua mente, recém-publicado pela Fontanar.
Neurocirurgião de formação, Sugawara comanda, em Tóquio, duas clínicas voltadas aos cuidados com a saúde mental e o estilo de vida. Uma queixa que ouviu frequentemente em mais de 25 anos de estrada foi: “Não consigo parar de pensar em alguém que me faz mal”.

É a manifestação de uma obsessão que pode corroer a alegria de viver e sabotar o cérebro.

Pode ser uma ex-namorada, o chefe, um desafeto da escola ou do trabalho, um familiar… O médico japonês abre o jogo com um conceito simples e crucial: a pessoa que te incomoda é importante para você.
Desconstruir essa relação – e o pensamento sobre essa relação – é o que seu livro pretende fazer. Para isso, o autor se apoia numa porção de noções e estudos desenvolvidos pela psicologia e a neurociência.

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Um dos experimentos mais famosos nesse contexto é o do urso branco. Em 1987, um pesquisador americano dividiu dois grupos de indivíduos em salas separadas. Ao primeiro foi dada a instrução: “Não pense em um urso branco nos próximos cinco minutos”. Ao segundo, o pedido foi: “Pense em um urso branco nos próximos cinco minutos”.
“O resultado foi chocante: os participantes do grupo que recebeu a instrução para não pensar relataram que pensaram no urso branco, em média, sete vezes por minuto. Essa frequência foi quase o dobro do grupo que foi instruído a pensar”, sintetiza Sugawara.
“Em outras palavras, tentar não se importar quanto estamos sentindo estresse por problemas de relacionamento interpessoal no trabalho ou na família pode na verdade causar um efeito oposto ao esperado.” Uma conclusão, aliás, endossada por exames de imagem cerebral.

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O urso branco da realidade é aquele sujeito de carne e osso que você quer esquecer, mas não consegue. Pelo contrário, ele te assombra ao longo do dia ou da noite.

Apague aquela pessoa de sua mente, de Michihito Sugawara, tradução de Juliana Kobayashi, Fontanar, 144 páginas (Capa: Fontanar/Reprodução)

 

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Sai, assombração!
O doutor Sugawara oferece, no livro, um manancial de orientações para deletar pessoas, situações ou pensamentos obsessivos – e, se deletar não for possível, ao menos diminuir a intensidade do estresse provocado por essa memória ou circunstância.
Ele ensina que, segundo a literatura científica, três medidas são eficazes para essa finalidade. Primeiro: encontrar algo que desperte seu interesse genuíno – pode ser um hobby, um novo curso… É preciso expandir horizontes e ocupar a mente para o diabo emocional não te perseguir.
A segunda medida tem a ver com a primeira: mudar a maneira de usar o tempo livre. Isso porque, se houver brechas, a consciência tende a voltar “àquela pessoa”. Então leia, assista séries, revise sua agenda de compromissos, organize seus planos…

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Por fim, o terceiro conselho é registrar as pequenas mudanças – quanto você conseguiu evitar “aquilo” graças aos esforços cotidianos? De ponto em ponto dá para virar a partida.
Só é importante deixar claro: imagens e pensamentos intrusivos e obsessivos podem ser sintomas de transtornos mentais que exigem diagnóstico e tratamento (o TOC é um deles). Se eles estão devastando sua vida emocional, não hesite em procurar um médico.

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