108Iniciou-se no mundo da dança aos 16 anos, na Companhia Nacional de Canto e Dança da Matola, fazendo danças tradicionais. Mas, precisamente aos 19 anos, já na Associação Cultural Mono, onde fez ballet, jazz, dança contemporânea e outros estilos, ganhou bolsa de estudos para a Noruega e começou a profissionalização.Antes disso, ainda na Mono, durante um “workshop” presidido por artistas quenianos, em Maputo, Francisca Mirine apaixona-se pelo circo. Já formada como bailarina e artista de circo, regressa a Moçambique, escreve e realiza projectos, passa a desenvolver as actividades de forma individual.Atrevida, submete candidaturas internacionais, é aprovada e, daí, abrem-se portas além-fronteiras, parcerias com organizações internacionais, intercâmbios e até oportunidades para dar aulas sobre a cultura moçambicana na diáspora.Dos lugares por onde passou, contamse Costa do Marfim, Ilha Reunião, Cabo Verde, Angola, Portugal, Noruega, Zimbabwe, Bélgica, África do Sul, Itália e não só.Francisca Mirine acredita que o sector da dança, em Moçambique, mostrase mais desenvolvido actualmente, em relação às décadas passadas. Tal se verifica, segundo ela, pelas oportunidades ampliadas, surgimento de mais festivais e plataformas de dança.Ademais, “há muitos trabalhos, solicitação para eventos diversos, maior valorização das danças, em particular para as tradicionais. O que acontece agora é que nós, os artistas, estamos a lutar por nós Leia mais…